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Economia

Tarifaço impacta 78% das exportações do agro, aponta estudo

Regiões Sul e Centro-Oeste concentram exportações mais afetadas, enquanto o Sudeste sente um impacto menor

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Redação Agro Estadão

08/08/2025 - 05:00

Foto: Adobe Stock
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As tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos (EUA) e começaram a vigorar nesta quarta-feira, 06, atingem em cheio o agronegócio brasileiro. Segundo um estudo da FGV Agro, apenas 22% das exportações do setor — considerando os embarques de 2024 — serão beneficiadas pela tarifa de 10%, anunciada em abril. O restante — equivalente a US$ 9,4 bilhões, ou 78% das exportações do agro — continuará enfrentando a tarifa máxima de 50%.

O estudo ‘Aspectos econômicos e jurídicos do conflito tarifário Brasil-Estados Unidos’, foi elaborado pelos pesquisadores Cícero Lima e Leonardo Munhoz. A pesquisa traz uma análise detalhada do impacto das tarifas impostas pelo governo norte-americano sobre as exportações brasileiras, tanto em termos econômicos quanto regionais.

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Segundo o levantamento, o Brasil exportou US$ 40,4 bilhões para os EUA em 2024. Desse total, US$ 22,4 bilhões (55,4%) estão sob tarifa de 10%, enquanto US$ 18 bilhões (44,6%) enfrentam a alíquota elevada de 50%. No setor agropecuário, a maior parte dos produtos foi incluída na lista com tarifa cheia, conforme gráfico abaixo.

Alguns itens, no entanto, escaparam da sobretaxa de 40% (aplicada sobre a alíquota básica de 10%), mantendo-se com uma tarifa final de 10%. Entre eles estão castanhas-do-pará com casca, suco e polpa de laranja, linho e produtos derivados da celulose de madeira. Esses poucos produtos geraram US$ 2,7 bilhões em exportações, valor considerado modesto diante do total do agro.

Impacto atinge todas as regiões do país, mas de formas diferentes

Embora a tarifa média simples de importação varie pouco entre as regiões brasileiras — entre 43% e 45% —, o levantamento aponta que o impacto real muda conforme o perfil de exportações de cada uma.

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A região Sul está entre as mais penalizadas, com uma tarifa ajustada de 45%. Isso ocorre porque a região concentra exportações em produtos industriais e agropecuários altamente tarifados, como motores, geradores, peças de motor e especialmente tabaco, com US$ 237,4 milhões exportados este ano.

A região Sudeste, por outro lado, é a menos afetada, com tarifa ajustada de 29%, já que suas exportações estão voltadas para derivados de petróleo e aeronaves, que seguem com a alíquota de 10%.

Já o Centro-Oeste registra 32% de tarifa ajustada, refletindo a dependência de produtos como carne bovina e açúcares de cana, ambos atingidos pelas tarifas mais elevadas.

As regiões Nordeste e Norte apresentam tarifas ajustadas de 31% e 27%, respectivamente. As alíquotas consideram que o Nordeste exporta principalmente produtos de base florestal, ferro, aço, ligas metálicas e químicos, enquanto o Norte se destaca pelos minerais, produtos químicos e agropecuários.

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