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Economia

Geopolítica atual exige visão prospectiva do agro

Apesar da Lei de Reciprocidade, Associação e representantes do agro defendem diálogo para reverter tarifa dos EUA

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Sabrina Nascimento | São Paulo | sabrina.nascimento@estadao.com

11/08/2025 - 13:05

Foto: Sabrina Nascimento/Agro Estadão
Foto: Sabrina Nascimento/Agro Estadão

A geopolítica está no centro das decisões globais, exigindo serenidade, senso de urgência e visão prospectiva. Essa é o ponto de vista de Luiz Carlos Corrêa Carvalho, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) sobre o atual cenário mundial onde o unilateralismo se faz cada vez mais presente. 

Segundo Carvalho, as recentes tarifas de importação dos Estados Unidos sobre alguns produtos brasileiros, refletem um processo de reposicionamento estratégico norte-americano em um mundo fragmentado. 

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Neste contexto, o dirigente da Abag apontou um caminho do diálogo para manutenção do protagonismo do agronegócio brasileiro. “O diálogo e a negociação são, sem dúvida, o caminho essencial para assegurar equilíbrio e previsibilidade ao comércio internacional, transformando tensões e oportunidades de cooperação para uma ordem global mais estável”, afirmou, nesta segunda-feira, 11, durante a abertura do 24º Congresso Brasileiro do Agronegócio.

Em linha com esse pensamento, o vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado federal Arnaldo Jardim, mencionou a lei da reciprocidade, aprovada recentemente pelo Congresso Nacional. No entanto, conforme Jardim, apesar da aprovação, a medida não deve ser utilizada. “O caminho é negociar, negociar e negociar. É o que todos estão buscando fazer. Hoje aguardamos com ansiedade que o governo federal possa anunciar medidas de apoio aos setores diretamente atendidos”, salientou. 

Para Carvalho, mesmo diante de desafios complexos, há espaço para otimismo. “O Brasil tem condições de acelerar reformas e consolidar seu papel como parceiro do mundo, tanto com os Estados Unidos quanto com a China, em benefício da segurança alimentar e energética do planeta”, disse. 

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Entre as autoridades que marcaram presença na abertura do 24º Congresso da Abag estavam: os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas, de Minas Gerais, Romeu Zema e representando o Ministério da Agricultura, o secretário de política agrícola, Guilherme Campos. 

COP 30

O evento também foi palco do lançamento do posicionamento do setor para a Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (COP 30), que vai ocorrer em novembro, em Belém (PA). 

O documento é fruto de um diálogo entre diversos representantes governamentais, empresas, entidades setoriais, membros da academia, cientistas e pesquisadores, estabelecendo um espaço de diálogo inclusivo e colaborativo. O alinhamento de ideias ocorreu em abril deste ano, durante o fórum Rumo à COP30: O Agronegócio e as Mudanças Climáticas. “Levaremos nossa mensagem qualificada da relevância do Agro brasileiro para a segurança global e alimentar e para a mitigação das emissões dos gases do efeito estufa”, destacou Carvalho. 

De acordo com o presidente da Abag, “o agro deverá ser uma vitrine positiva para narrativas reais do que se faz no Brasil com nossa Revolução Verde”. Confira o posicionamento do setor para a COP 30 aqui.

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