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Economia

O que a comitiva do agro brasileiro fez no Japão? 

Além de carne bovina e suína, Brasil negocia ampliar vendas de farelo de soja; Japão pede preços mais competitivos

Nome Colunistas

Daumildo Júnior | Brasília | daumildo.junior@estadao.com

17/08/2025 - 08:00

Lideranças do agro passaram uma semana no país asiático e saíram otimistas
Lideranças do agro passaram uma semana no país asiático e saíram otimistas

Carne bovina e suína, farelo de soja e promoção de produtos agropecuários. Isso pode resumir a pauta da semana do Agro brasileiro no Japão. Entre reuniões e eventos, uma comitiva de representantes setoriais, parlamentares e membros do governo esteve na terra do sol nascente do dia 11 até esse sábado, 16. 

A abertura do mercado japonês para a carne bovina do Brasil recebeu uma atenção maior. O assunto foi tema de um encontro que ocorreu na terça-feira, 12, entre o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Luis Rua, e autoridades do governo japonês. Como mostrado pelo Agro Estadão, a expectativa é de que o anúncio ocorra em novembro ou dezembro e somente para alguns estados do Brasil. 

CONTEÚDO PATROCINADO

A carne suína foi outro item na lista de assuntos que o Brasil tentou avançar com o Japão. O objetivo é ampliar os estados que podem exportar a proteína para o país asiático. Atualmente, só Santa Catarina exporta para lá. Porém, o secretário do Mapa aponta que essa discussão deve ficar para uma outra ocasião. “Eles estão, neste momento, com o foco na questão da carne bovina, mas a gente reiterou também o interesse de que possam fazer avaliação para os outros estados”, comentou Rua.

Farelo de soja brasileiro pode ganhar mais espaço

Também na terça, uma parte da comitiva se reuniu com a Zen Noh, associação de cooperativas japonesas, e a Kanematsu, empresa de importação. Além de Rua, o diretor  de Economia e Assuntos Regulatórios da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Daniel Furlan, esteve presente. A parte brasileira saiu animada com a possibilidade de aumentar as vendas de farelo de soja. 

“O resultado foi um grande interesse por parte deles. Mostramos que o Brasil tem perspectiva de ampliar a oferta de farelo e, portanto, de aumentar as vendas para o Japão. Ressaltamos também que o país valoriza fornecedores estáveis e de longo prazo, exatamente o perfil que buscamos apresentar”, destacou Furlan à reportagem.

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Do lado japonês, o apontamento foi de que houvesse melhorias para baratear o produto. Segundo o diretor, eles indicaram a necessidade de melhorias na infraestrutura para tornar o farelo de soja mais competitivo. Também contaram que alguns concorrentes têm feito uma dinâmica de logística mais facilitada para eles, com o transporte em navios menores, adaptada a demanda de momento. 

O Japão compra entre 500 a 600 mil toneladas de farelo de soja do Brasil por ano, de acordo com a Abiove. Mas a necessidade do país asiático chega à casa de 1,8 milhões de toneladas, o que abre margem para crescer as negociações com o produto brasileiro. 

Vitrine do agro 

Os outros dias da visita foram dedicados à Exposição Mundial em Osaka (Expo Osaka 2025). De cinco em cinco anos, esse evento reúne pavilhões cuja temáticas são os países. O pavilhão Brasil é organizado pela ApexBrasil. De quarta-feira, 13, até sexta-feira, 15, os visitantes do pavilhão puderam acompanhar a semana da promoção do Agro brasileiro. 

Como contou o secretário do Mapa, aconteceram diferentes eventos com associações distintas. Na quarta, foi a vez de uma amostra da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e também um seminário sobre segurança alimentar e proteína animal. O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, participou do momento junto com deputados da Frente Parlamentar da Agropecuária. 

A quinta-feira, 14, os grãos tiveram destaque. Nesse dia teve uma conversa organizada para o Mapa e pelo Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão. O assunto reuniu compradores japoneses e também associações brasileiras: Abiove,  Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), União Nacional do Etanol de Milho (Unem) e a  Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja).

“O Japão tem muita preocupação com a estabilidade no fornecimento e o Brasil é esse provedor confiável, seguro, estável”, ressaltou Rua. Já na sexta, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes fez uma exposição de carne bovina. A intenção era apresentar a proteína brasileira aos japoneses.

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