Economia
Colheita da noz-pecã começa com queda de 40% na produção
Chuvas, enchentes e estiagem comprometeram safra; Rio Grande do Sul concentra mais de 80% da produção nacional
Redação Agro Estadão | Atualizada às 16h14
11/04/2025 - 09:53

A 7ª Abertura Oficial da Colheita da Noz-Pecã ocorreu nesta sexta-feira, 11, em Glorinha, no Rio Grande do Sul. A estimativa do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan) é que a safra fique entre 4 mil e 5 mil toneladas somando todas as regiões produtoras do país, uma queda de 40% em relação ao ciclo anterior.
Segundo o IBPecan, a safra foi fortemente prejudicada pelos eventos climáticos que atingiram os produtores gaúchos. O estado com maior produção do país foi castigado pelas enchentes de maio de 2024 e por um período de estiagem. As condições climáticas extremas comprometeram o desenvolvimento fisiológico das plantas e expuseram a vulnerabilidade da cultura às mudanças do clima, reforçando a urgência por estratégias de adaptação.
O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Edivilson Brum, lembrou em sua fala que a pecanicultura é uma cultura jovem, mas que o Rio Grande do Sul já é o quarto produtor mundial. “Nossa meta é incentivar a irrigação. Ela é fundamental e nós temos um percentual de apenas um dígito de lavouras irrigadas no Estado. Esse será o nosso desafio número um, porque também sabemos a importância da irrigação para o cultivo da noz-pecã e vem ao encontro desse projeto que é estratégico para o governo”, ressaltou Brum.
Durante o evento, foram apresentados dados de um diagnóstico da pecanicultura no Rio Grande do Sul realizado em 2024, fruto de uma parceria do IBPecan, com a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi), Embrapa e Emater. Entre os destaques da pesquisa está a informação de que a cultura da pecan é feita, em sua maioria, por pequenos agricultores familiares, que comercializam diretamente ao consumidor.
Segundo IBPecan, o Rio Grande do Sul é responsável por 92% da área plantada e 88% da produção da noz no Brasil. São 6.373 hectares e 1,5 mil produtores cadastrados no estado. A maior área plantada está em Cachoeira do Sul e o maior número de produtores está localizado na cidade de Anta Gorda.
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