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Economia

Anfavea projeta redução de 11% em vendas de máquinas agrícolas para 2024

Preços de commodities, efeitos climáticos e juros são apontados como risco para queda no mercado de máquinas agrícolas

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Daumildo Júnior | daumildo.junior@estadao.com

28/02/2024 - 16:43

Foto: Adobe Stock
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A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) divulgou nesta quarta-feira, 28, as projeções de vendas de máquinas agrícolas para 2024. Segundo a entidade, o número de unidades comercializadas neste ano deve ter uma redução de 11%, o que representa 6,6 mil máquinas a menos do que em 2023.

As exportações desses equipamentos agrícolas também devem cair. A estimativa da associação é de que o Brasil venda para o mercado internacional 8,5 mil em 2024, queda de 3% frente às 8.759 máquinas exportadas em 2023. 

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Alguns pontos que motivam essa projeção para baixo são os riscos dos efeitos climáticos. Produtores já têm afirmado que o cenário é difícil para a aquisição de máquinas

Além disso, outros riscos apontados são: os preços das commodities (que estão em patamares menores do que o esperado pelos produtores rurais, afetando a margem operacional) e as condições do Plano Safra (o Moderfrota, linha de crédito para aquisição de máquinas, tem taxas atuais de 12,5%, acima da taxa básica de juros, a Selic, que está em 11,25%)

Otimismo para mercado de máquinas agrícolas com Nova Indústria Brasil

No entanto, a entidade enxerga que os próximos anos podem trazer oportunidades, como o caso do programa Nova Indústria Brasil, que vai facilitar a mecanização de agricultores familiares. A meta da Anfavea é vender aproximadamente 2 milhões de tratores para agricultores familiares nos próximos 10 anos.

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“Somente focando nesse segmento, de menor escala, nós temos um potencial muito grande para entregar aí 2 milhões de tratores, ou não necessariamente um trator para cada agricultor, mas é um potencial muito grande. [..] Se a gente considerar que é possível dar um passo significativo nos agricultores de baixa escala, a gente tem uma nova revolução agrícola no país”, afirmou a vice-presidente da Anfavea pela AGCO, Ana Helena Andrade, em coletiva de imprensa sobre o tema.

Outro ponto levantado foi o de que boa parte do maquinário agrícola que circula hoje é antigo, o que abre margem para as trocas e upgrades. Segundo dados apresentados pela a Associação, com base no Censo Agropecuário de 2017 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de 51% dos tratores tem mais de 15 anos.

“A nossa frota é antiga. Quando você vai para o campo, você vê tratores muito antigos trabalhando. Tratores que entregam ainda serviço aos agricultores, mas não estão atualizados”, afirmou Andrade.

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