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Agropolítica

Governo quer política pública de rastreabilidade de bovinos e bubalinos

Grupo de Trabalho coordenado pelo MAPA terá 60 dias para elaborar plano estratégico; representantes dos setores público e privado participarão do debate

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Sabrina Nascimento

18/05/2024 - 11:16

Foto: Adobe Stock
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Olhando para possíveis avanços na pecuária nacional, o Governo Federal decidiu instituir um Grupo de Trabalho (GT) para a elaboração de um plano estratégico para implementar uma política pública de rastreabilidade individual de bovinos e bubalinos. A medida foi estabelecida por meio da Portaria nº 1.113, publicada no Diário Oficial da União. A ação será coordenada pela Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

O secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, afirma que “é uma questão que está sendo cobrada do Brasil há muito tempo por parte dos países compradores.” 

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“A rastreabilidade melhora nossa capacidade de controle nos programas de saúde animal, melhora nosso enfrentamento de questões de surtos episódicos e o nosso perfil de compromisso com os requisitos de países importadores”, detalha Goulart em nota.

Segundo Goulart, o debate sobre rastreabilidade envolve muitas partes, e embora alguns consensos venham se formando ainda falta resolver questões fundamentais. Dentre elas, em que momento da vida do animal ele passará a ser rastreado; se o rastreamento será compulsório ou voluntário, para todos os criadores ou apenas para parte deles; como será feita a rastreabilidade; e quais serão os mecanismos de rastreabilidade.

Como o GT será formado?

O GT será formado por representantes dos setores público e privado e tem prazo de 60 dias para debater, colher subsídios e elaborar o plano estratégico para a implementação da política pública de rastreabilidade individual de bovinos e bubalinos.

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Os representantes do grupo serão indicados pelos titulares das entidades representadas e designados pelo secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart. Após a publicação da portaria, as empresas têm até o dia 21 de maio para designar seus representantes titulares e suplentes.

O Grupo será composto por representantes da Secretaria de Defesa Agropecuária; do Departamento de Saúde Animal da SDA; do Fórum Nacional dos Executores de Sanidade Agropecuária; da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil; da Associação Brasileira das Empresas de Certificação por Auditoria e Rastreabilidade; da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes; de Frigoríficos; de Lacticínios; de Reciclagem Animal; dos Exportadores de Gado; de Animais Vivos; do Centro das Indústrias de Couro do Brasil e da Mesa Brasileira de Pecuária Sustentável.

O representante da Secretaria de Defesa Agropecuária será o coordenador do trabalho, podendo convidar representantes de outros órgãos, entidades da administração pública federal e privadas e especialistas para participarem das reuniões. Em um primeiro momento terá um representante da Embrapa como convidado.

A participação no Grupo será considerada um serviço público relevante e não será remunerada. As reuniões serão presenciais e virtuais, em periodicidade definida por seus membros. Os trabalhos deverão ser finalizados em 60 dias, contados a partir do início da execução podendo ser prorrogado por igual período.

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