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Agropolítica

Alckmin: plano de contingência deve ser anunciado até a próxima terça

Socorro a empresas não será amplo, vai alcançar as que são mais dependentes de exportações aos Estados Unidos

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Daumildo Júnior | Brasília | daumildo.junior@estadao.com

07/08/2025 - 19:44

Alckmin também se reuniu com representantes da indústria de calçados nesta quinta-feira | Foto: MDIC/Divulgação
Alckmin também se reuniu com representantes da indústria de calçados nesta quinta-feira | Foto: MDIC/Divulgação

O plano de contingência para amparar empresas afetadas pelo tarifaço americano deve sair até a próxima terça-feira, 12. A informação foi dada pelo vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, na noite desta quinta-feira, 07. 

“Ele [plano de contingência] foi apresentado ao presidente Lula, terminou ontem tarde da noite o trabalho. O presidente vai bater o martelo e aí vai ser anunciado. Se não for amanhã [sexta-feira, 08], provavelmente na segunda ou terça-feira”, comentou a jornalistas após ser questionado sobre a data do anúncio depois que houve a entrega das propostas por parte da equipe econômica do governo.

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Alckmin não deu detalhes sobre o que o plano deve trazer, mas delimitou que não será amplo. “É exatamente para poder atender aquelas empresas que foram mais afetadas”, ressaltou. Nesse sentido, o vice-presidente disse que será para empresas que têm uma receita dependente de exportações para os Estados Unidos. “Você vai pôr uma régua aí”, acrescentou.

Ele ainda afirmou que alguns setores tiveram um impacto mais generalizado. “O couro, mais de 40% é para exportação”, lembrou. Alckmin também citou o setor de pescado ao falar que alguns desses segmentos não são afetados da mesma forma. “Aí, você pega um setor específico como pescado. A tilápia, o maior consumo é interno, não é exportação, mas, se você pegar o atum, a maior parte é exportação. Então, às vezes, dentro de um próprio setor, você tem uma diferenciação de quem exporta mais ou menos”. 

Setores do agronegócio já manifestaram a necessidade por um socorro vindo do governo. No caso dos pescados, o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), Eduardo Lobo, disse, no início da semana, que o auxílio para as empresas é urgente. Na semana passada, o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, também externou a necessidade de crédito para alguns frigoríficos. Empresas do setor de mel já falam em colapso sem ajuda emergencial e cogitam férias coletivas e demissões. 

Entre as tentativas para reverter a alíquota do governo americano, o governo brasileiro entrou com uma ação na Organização Mundial do Comércio (OMC). No entanto, Rubens Barbosa, ex-embaixador em Washington, vê gesto mais como um ato político que não deve funcionar na prática. 

Nesta sexta-feira, na agenda do vice-presidente Alckmin, consta a participação no evento de lançamento da segunda fragata da Classe Tamandaré, em um estaleiro de Itajaí (SC). Segundo informou a assessoria de Alckmin, a agenda desse dia deve ser toda fora de Brasília (DF). Já o presidente Lula tem compromissos em Rio Branco (AC). A cerimônia prevê o anúncio de obras e reparos na BR 364, além de investimentos relacionados à reforma fundiária no estado do Norte.

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