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Agropolítica

LDO 2026: veto de Lula retira proteção a gastos com seguro rural e Embrapa; FPA reage

O dispositivo vetado integralmente pelo presidente da República também incluía despesas com defesa agropecuária e ações de regulação e fiscalização

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Redação Agro Estadão | Atualizada no dia 05/01/2026, às 12h16

02/01/2026 - 17:32

Foto: Ricardo Stuckert / PR
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O Governo Federal publicou, no encerramento de dezembro, a Lei nº 15.321, que estabelece as diretrizes do Orçamento de 2026 (LDO 2026). Entre os vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao texto está o dispositivo que impedia o contingenciamento de despesas com a subvenção ao Prêmio do Seguro Rural e com ações de pesquisa e infraestrutura da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

O veto alcança integralmente a Seção III do Anexo III da LDO, aprovada pelo Congresso Nacional. O trecho previa a exclusão dessas despesas — classificadas como discricionárias — de eventuais bloqueios ao longo do exercício.

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Na mensagem encaminhada ao Congresso, o Executivo afirma que a medida “reduziria a flexibilidade da gestão orçamentária e dificultaria o cumprimento das regras fiscais, especialmente a meta de resultado primário”. Segundo o governo, “a ampliação do rol de despesas protegidas comprometeria a capacidade de ajuste do orçamento em um cenário de maior rigor fiscal”.

Além do seguro rural e da Embrapa, o dispositivo vetado também incluía despesas com defesa agropecuária e ações de regulação e fiscalização. Com a retirada da proteção legal, a execução desses gastos em 2026 passa a depender da decisão do Congresso Nacional pela manutenção ou derrubada do veto.

Mapa busca alternativas de gestão para o Seguro Rural e Embrapa

Em nota enviada ao Agro Estadão, o Ministério da Agricultura e Pecuária, informou que nos exercícios mais recentes da pasta, especialmente a partir de 2018, as propostas de exceção ao não contingenciamento não tem sido acatadas, sendo vetadas ou não aprovadas. Nesse cenário, o Mapa tem buscado alternativas de gestão para priorizar o Seguro Rural e a Embrapa nas programações orçamentárias dos exercícios.

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“Assim, mesmo sem a concessão de exceção dessas despesas ao contingenciamento, o Ministério continuará atuando para priorizar e manter elevados os níveis de execução das políticas públicas agropecuárias”, destaca o comunicado.

Veto a ponto essencial

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) criticou a decisão do governo. Em vídeo, o deputado federal, Pedro Lupion (Republicanos-PR), classificou o veto como preocupante. “Isso foi o que colocamos no texto do orçamento para impedir qualquer possibilidade de corte nos recursos do seguro agrícola. Agora, o governo federal volta a vetar um ponto considerado essencial para a produção agropecuária brasileira”, disse.

Lupion destacou ainda que, em 2025, assim como em anos anteriores, não houve recursos orçamentários suficientes destinados ao Seguro Rural. Diante do veto, a FPA pretende se mobilizar para tentar derrubar a decisão presidencial com a retomada dos trabalhos legislativos, em fevereiro. 

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