Agropolítica
‘Momento histórico’, avaliam Lula e Fávaro após aprovação do acordo Mercosul-UE
Lula classifica tratado como “vitória da negociação”, enquanto Fávaro destaca a ampliação das oportunidades para a agropecuária

“Dia e momento histórico”. Foi assim que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, resumiram esta sexta-feira, 09, em que os embaixadores da União Europeia ratificaram o acordo comercial com o Mercosul.
Lula destacou em uma rede social que, após 25 anos de negociação, o acordo foi aprovado, sendo “um dos maiores tratados de livre comércio do mundo”. “A decisão chancelada pelo lado europeu une dois blocos que, juntos, somam 718 milhões de pessoas e um PIB de US$ 22,4 trilhões”, ressaltou.
Segundo o presidente brasileiro, em um cenário internacional de crescente protecionismo e unilateralismo, o acordo é uma sinalização em favor do comércio internacional como fator para o crescimento econômico, com benefícios para os dois blocos.
Para ele, o texto amplia alternativas para exportações brasileiras e investimentos produtivos europeus e simplifica regras comerciais para os dois lados. “Uma vitória do diálogo, da negociação e da aposta na cooperação e na integração entre os países e blocos”, finalizou.
“Maior bloco econômico do mundo”, destaca Fávaro
Fávaro disse que a aprovação por parte da União Europeia para o acordo com o Mercosul abre caminho para a criação do “maior bloco econômico do mundo”. “A aprovação provisória do Acordo Mercosul-União Europeia é um avanço muito importante para que, já na próxima semana, possamos celebrar esse momento histórico, criando o maior bloco econômico do mundo”, destacou em uma rede social.
O chefe da pasta brasileira ainda reforçou que o acordo “é muito relevante” para a agropecuária do Mercosul. De acordo com ele, o bloco deverá ter oportunidades de ampliação dos negócios para os europeus.
Quanto às salvaguardas, Fávaro enfatizou que é possível conversar sobre essas medidas. “As salvaguardas são ações recíprocas que podem ser debatidas conjuntamente durante os processos de negociação. O nosso foco é na ampliação das oportunidades”, completou.
Entre os setores do agronegócio brasileiro, no entanto, as opiniões se dividem entre apoio e críticas.
Ministérios comentam
Os Ministérios de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e de Relações Exteriores (MRE) emitiram nota sobre o acordo. Segundo as pastas, a aprovação permitirá integrar dois dos maiores blocos econômicos do mundo, que reúnem 720 milhões de pessoas. “Trata-se do maior acordo comercial negociado pelo Mercosul e um dos maiores dentre aqueles pactuados pela União Europeia com parceiros comerciais”, afirma a nota.
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