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Sustentabilidade

Pupunha gera renda para agricultura familiar no Paraná

Cultivo sustentável do palmito pupunha substitui exploração predatória do palmito-juçara no litoral do estado

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Redação Agro Estadão

16/08/2025 - 08:00

pupunha 2
pupunha 2

A substituição da exploração predatória do palmito-juçara (Euterpes edulis), espécie nativa da Mata Atlântica, pelo cultivo sustentável da pupunha (Bactris gasipaes), transformou a agricultura familiar no litoral do Paraná. Em 2024, o setor alcançou R$ 190 milhões em Valor Bruto da Produção (VBP), somando o valor direto no campo ao agregado pela agroindústria, segundo dados divulgados pela Embrapa Florestas e o Instituto de Desenvolvimento Rural do Estado (IDR-PR).

A mudança no sistema de cultivo, iniciada há mais de 20 anos, gerou um impacto direto de R$ 20,9 milhões na região no ano passado. Com excelente adaptação ao clima e ao solo locais, a pupunha passou a ser cultivada com base em práticas recomendadas pela pesquisa científica, como espaçamento adequado, adubação, controle de pragas e doenças e técnicas de processamento.

CONTEÚDO PATROCINADO

Segundo a Embrapa, em 2024, a área plantada chegou a 3.200 hectares, um crescimento de 82,9% em relação aos 1.750 hectares registrados em 2015. O número de agricultores familiares envolvidos também aumentou: passou de 650 para cerca de 1.200, alta de 84,6%. Já o número de plantas saltou de menos de 100 mil, em 2000, para 16 milhões — crescimento de 15.900%.

A produção de palmito de pupunha também avançou em valor. O VBP no campo subiu de R$ 480 mil, em 2001, para R$ 65 milhões em 2024. Com o valor agregado pelo processamento, esse total chega a R$ 190 milhões. A produtividade média é de 4.000 hastes por hectare, com preço médio de R$ 3,70 por unidade.

A tecnologia empregada também contribui para manter cerca de 1.600 empregos diretos e para a permanência das famílias no campo, sem contabilizar os postos criados na cadeia produtiva de transporte e agroindústria. Atualmente, 13 agroindústrias atuam no litoral paranaense no processamento do palmito de pupunha.

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Segundo Emiliano Santarosa, supervisor do Setor de Implementação da Programação de Transferência de Tecnologia da Embrapa Florestas e um dos responsáveis pela análise, o sistema de produção “apresenta-se como uma alternativa para geração de renda e diversificação da produção, com alto valor agregado por unidade de área, sendo uma tecnologia importante para a agricultura familiar na região do litoral do Paraná”.

Um dos diferenciais da pupunha é a capacidade de rebrotar após o corte | Foto: Daniele Otto

Projeto Pupunha

O projeto “Pupunha para palmito na agricultura familiar” foi desenvolvido entre 2000 e 2020 pela Embrapa Florestas (PR) e parceiros. Ao longo de duas décadas, a iniciativa estruturou o sistema de produção, orientando os produtores sobre boas práticas de manejo.

Um dos diferenciais da pupunha é a capacidade de rebrotar após o corte, mantendo a produção por mais 15 anos, com colheitas anuais. A espécie também oferece vantagens comerciais: o palmito não escurece após o corte e a planta começa a produzir apenas 18 meses após o plantio.

*Com informações da Embrapa.

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