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Sustentabilidade

Corteva e BP criam empresa para produção de óleo para biocombustíveis

Expectativa é de que a operação comece em 2027, com uso em coprocessamento em refinarias e plantas dedicadas à produção de biocombustíveis

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Redação Agro Estadão

07/01/2026 - 18:57

Canola será uma das culturas usadas para a produção de óleo. Foto: Adobe Stock
Canola será uma das culturas usadas para a produção de óleo. Foto: Adobe Stock

A americana Corteva e a britânica British Petroleum (BP) comunicaram a criação de uma joint venture para a produção de óleo usado como matéria-prima para biocombustíveis. A nova empresa, nomeada como Etlas, pretende fornecer o produto tanto para fabricação dos combustíveis sustentáveis de aviação (SAF, na sigla em inglês) como para diesel renovável.

 Uma joint venture é um empreendimento em que duas ou mais empresas se unem e os lucros e responsabilidades desse negócio são divididos, geralmente com cada uma aportando uma característica complementar à outra. No caso da Etlas, a divisão será igualitária entre as multinacionais. Enquanto a Corteva vai aproveitar a expertise na produção de sementes para desenvolver culturas mais aptas aos biocombustíveis, a BP tem experiência com refino, comercialização e distribuição de combustíveis, além de ter uma unidades que produzem etanol no Brasil.

CONTEÚDO PATROCINADO

A expectativa é de que os primeiros fornecimentos sejam iniciados em 2027, com uso em coprocessamento em refinarias e plantas dedicadas à produção de biocombustíveis. Além disso, as multinacionais esperam que a nova empresa seja capaz de produzir 1 milhão de toneladas métricas de matéria-prima por ano até meados de 2030. Segundo o comunicado, isso seria capaz de gerar mais de 800 mil toneladas de biocombustível. 

Ainda conforme o informe das empresas, culturas como canola, mostarda e girassol serão utilizadas na fabricação do insumo. “Essas culturas intermediárias podem ajudar a melhorar a saúde do solo, ao mesmo tempo em que oferecem aos agricultores uma nova fonte de receita. Como utilizam terras agrícolas existentes em períodos anteriormente improdutivos, como durante o pousio ou cobertura, elas também não geram demanda adicional por novas áreas”, pontuaram em nota. 

O CEO da Etlas será o atual diretor global de Desenvolvimento de Negócios da Corteva, Ignacio Conti. A presidência do Conselho de Administração ficará a cargo do vice-presidente de Novos Insumos da BP, Gaurav Sonar. De acordo com Conti, a nova empresa deve atender a uma demanda crescente de combustíveis de aviação sustentáveis.

“À medida que a indústria da aviação busca fontes confiáveis, sustentáveis e competitivas para SAF, fica claro que os agricultores têm um papel fundamental a desempenhar. A Etlas reúne líderes globais em inovação agrícola e produção de energia para atender a essa demanda, aproveitando a expertise tecnológica e relações de confiança com agricultores ao redor do mundo para ajudar a ampliar a produção e aumentar o fornecimento, enquanto oferece aos agricultores novas fontes de receita”, destacou o Conti. 

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