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Sustentabilidade

Agricultura sustentável ganha aliada na recarbonização do solo

Práticas de manejo restauram carbono, melhoram resistência do solo ao clima e reduzem custos com fertilizantes

Nome Colunistas

Redação Agro Estadão*

22/02/2026 - 05:00

Foto: Adobe Stock
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A recarbonização do solo é uma forma de devolver o carbono que foi perdido da terra ao longo dos anos, principalmente quando áreas de mata foram transformadas em lavouras e pastagens. 

Este processo melhora a qualidade do solo, aumenta a produção das culturas e ainda ajuda o meio ambiente. Estudos recentes mostram que é possível recuperar a perda de carbono do solo usando práticas de manejo corretas.

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O que é recarbonização do solo?

Recarbonização do solo é o processo de colocar de volta o carbono orgânico que a terra perdeu. Carbono orgânico é uma substância que vem de plantas e animais decompostos e que torna o solo mais rico e produtivo. 

Recarbonização do solo
Foto: Adobe Stock

Quando uma área de vegetação nativa é transformada em lavoura, ocorre a perda de grande parte do carbono armazenado no solo. A recarbonização surge como estratégia para reverter esse impacto, adotando práticas que priorizam o acúmulo de carbono e a saúde do solo.

Entre as medidas utilizadas estão o plantio direto, que evita o revolvimento da terra, o cultivo contínuo de plantas e a diversificação de culturas em uma mesma área. Essas ações contribuem para restaurar o equilíbrio do solo e garantir uma agricultura mais sustentável.

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O conceito de solos ricos em carbono ganha relevância no campo devido à imprevisibilidade climática atual. Secas mais longas e chuvas mais intensas caracterizam esse cenário, desafiando a produção agrícola.

Solos com maior teor de carbono apresentam maior resiliência a essas variações extremas. Essa propriedade permite que o solo suporte melhor as mudanças climáticas, mantendo sua funcionalidade produtiva.

Além disso, os fertilizantes estão cada vez mais caros, então ter um solo naturalmente mais fértil ajuda a reduzir custos. Os compradores internacionais também estão exigindo que os produtos agrícolas sejam produzidos de forma sustentável.

O déficit de carbono no Brasil

A conversão de vegetação nativa em áreas agropecuárias nos seis biomas brasileiros resultou em um déficit de 1,4 bilhão de toneladas de carbono, segundo pesquisa publicada na revista Nature Communications pela Embrapa.

O estudo avaliou mais de 4.200 amostras de solo e apontou que a adoção de sistemas produtivos sustentáveis pode reduzir essas perdas.

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Descobriram que perdas de carbono são mais intensas nos primeiros 15 anos depois que uma mata é derrubada. Nesse período, a matéria orgânica se decompõe rapidamente e o carbono vai embora na forma de gás.

Práticas recomendadas para recarbonização do solo

Recarbonização do solo
Foto: Adobe Stock

Recarbonização do solo com plantio direto e rotação bem planejada

O plantio direto consiste em plantar sem arar ou gradear a terra. Em vez disso, as sementes são colocadas diretamente no solo, mantendo a palha da cultura anterior na superfície. Essa palha protege o solo do sol e da chuva, evitando que o carbono se perca rapidamente.

Para funcionar bem, o plantio direto precisa ser combinado com rotação de culturas. Rotação significa plantar diferentes culturas na mesma área ao longo do tempo. Por exemplo, depois do milho, plantar soja, depois aveia, e assim por diante. 

Cada planta contribui de forma diferente: algumas produzem mais palha, outras têm raízes mais profundas, e algumas até colocam nitrogênio no solo.

O segredo está em nunca deixar o solo descoberto. Sempre deve haver palha na superfície ou alguma planta crescendo. Quando isso é feito por vários anos seguidos, o solo vai ficando cada vez mais rico em matéria orgânica.

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Recarbonização do solo via integração lavoura-pecuária (e sistemas integrados)

A integração lavoura-pecuária é quando o produtor usa a mesma área tanto para plantar quanto para criar gado. Por exemplo, depois de colher o milho, ele planta capim na mesma área e coloca os animais para pastar. No próximo ano, volta a plantar milho ou soja.

Esse sistema funciona bem porque há sempre alguma planta crescendo na terra. O capim produz muitas raízes, que são importantes para aumentar o carbono do solo. 

Quando os animais pastam, eles deixam esterco, que também enriquece a terra. Além disso, quando o gado consome o capim, estimula a planta a rebrotar.

Porém, é preciso cuidado para não colocar muitos animais numa área pequena. Pastejo excessivo pode compactar o solo e reduzir os benefícios. O ideal é usar piquetes e dar tempo para o capim descansar e se recuperar.

*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação Agro Estadão

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