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Sustentabilidade

Como o manejo de dejetos transforma resíduos da pecuária em recursos

Planejamento e técnicas simples ajudam produtores a reduzir impacto ambiental e economizar com adubo e energia

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Redação Agro Estadão*

03/03/2026 - 05:00

Foto: Adobe Stock
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O manejo de dejetos na pecuária é o conjunto de cuidados para coletar, guardar, tratar e usar fezes, urina, água de limpeza e resto de material orgânico dos animais. 

Essa prática virou prioridade nas fazendas porque protege o meio ambiente, melhora a produção e pode transformar o que seria lixo em adubo ou energia. Propriedades pequenas, médias e grandes podem usar métodos adequados para sua realidade.

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O que são dejetos e por que cuidar deles é importante

Dejetos são os restos que os animais produzem: fezes, urina, água suja da limpeza e cama usada. Cada tipo de animal produz quantidades e tipos diferentes. Vacas leiteiras, bois de corte, porcos e galinhas geram volumes distintos. 

Quando não cuidamos bem desses dejetos, eles causam problemas sérios. Contaminam rios e poços, estragam o solo, geram mau cheiro e atraem moscas. 

Além disso, desperdiçamos nutrientes valiosos como nitrogênio, fósforo e potássio que poderiam virar adubo para as plantas.

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Por outro lado, quando tratamos os dejetos corretamente, eles viram recurso. Podem substituir adubo químico caro e até gerar energia elétrica para a fazenda.

Como avaliar sua propriedade antes de começar

Manejo de dejetos na pecuária
Foto: Adobe Stock

Antes de investir em qualquer equipamento, o produtor precisa conhecer sua situação. Deve considerar quantos animais tem, que tipo de curral ou chiqueiro usa, quanta água gasta na limpeza, se tem espaço para guardar os dejetos e aplicar no campo e quanto pode gastar.

O objetivo define a escolha: diminuir mau cheiro, facilitar limpeza, fazer adubo, cumprir exigências ambientais ou economizar com fertilizante. Para fazendas menores, métodos simples e bem cuidados funcionam melhor que equipamentos caros mal operados.

As etapas do processo

O manejo funciona como uma linha de produção. Primeiro, coletamos os dejetos. Depois, levamos para um local de armazenamento. 

Se necessário, separamos a parte sólida da líquida. Em seguida, tratamos o material e, por fim, usamos como adubo ou energia. Cada etapa precisa funcionar bem para o resultado final dar certo.

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É importante ressaltar que a coleta influencia todo o resto do processo. Usar menos água na limpeza, sem deixar de lado a higiene, diminui custos e facilita o tratamento. 

Algumas dicas práticas: limpar a seco quando possível, consertar vazamentos nos bebedouros, fazer canaletas do tamanho certo e separar água de chuva dos dejetos.

Guardar os dejetos corretamente evita vazamentos e mau cheiro. As estruturas precisam ter contenção para não vazar, proteção da chuva quando necessário e tamanho adequado para o período que os dejetos ficam parados. O armazenamento ruim polui o ambiente e incomoda os vizinhos.

Tecnologias de tratamento dos dejetos

A melhor tecnologia é a que combina com sua fazenda. Pode ser compostagem, biodigestor, lagoas de tratamento ou combinação de métodos.

A compostagem pega as fezes sólidas, cama usada e outros restos orgânicos e transforma em adubo. O processo precisa de ar, umidade controlada e tempo para “amadurecer”. O resultado é um composto que substitui adubo químico e economiza dinheiro.

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Já o biodigestor é um equipamento fechado onde bactérias “comem” os dejetos e produzem gás e líquido. O gás pode virar energia elétrica e o líquido serve como adubo líquido. Funciona bem quando tem quantidade suficiente de dejetos, cuidado constante e plano para usar o que sai do equipamento.

Usando os dejetos na agricultura

Manejo de dejetos na pecuária
Foto: Adobe Stock

Aplicar dejetos no campo é adubação e precisa de planejamento. Deve considerar a dimensão da área, tipo de cultura, época certa para aplicar, previsão do tempo e distância de rios. Análises de solo ajudam a calcular a quantidade certa, evitando excesso que pode poluir.

Rotina organizada vale mais que equipamento caro. Treinar a equipe, fazer manutenção preventiva e definir responsabilidades garantem que o sistema funcione. 

A ordem recomendada é: primeiro organizar coleta e armazenamento, depois implementar tratamento e, por último, melhorar o uso no campo.

Por fim, anotar o que acontece facilita a gestão e evita multas. Registrar volumes, datas de limpeza, onde aplicou o adubo, problemas que apareceram e manutenções feitas ajuda a melhorar o processo e participar de programas de pecuária sustentável.

O manejo de dejetos na pecuária transforma problemas em soluções quando feito com planejamento e cuidado diário adequado à realidade de cada propriedade.

*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação Agro Estadão

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