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Sustentabilidade

Parceria aposta em sementes nativas para restaurar biomas ameaçados

Pesquisa da Embrapa e da Morfo Brasil busca aprimorar o uso de sementes florestais na recuperação da Mata Atlântica, do Cerrado e da Amazônia

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Redação Agro Estadão

22/10/2025 - 15:25

Projeto pretende aprimorar a qualidade e a produtividade das sementes florestais. Foto: Juliana Freire/Embrapa
Projeto pretende aprimorar a qualidade e a produtividade das sementes florestais. Foto: Juliana Freire/Embrapa

A Embrapa e a startup de restauração ambiental Morfo Brasil firmaram uma parceria para desenvolver protocolos de manejo de sementes florestais, insumo essencial no esforço do País para restaurar 12,5 milhões de hectares de áreas degradadas até 2030. O estudo vai analisar sementes de espécies nativas da Mata Atlântica, do Cerrado e da Amazônia com potencial para uso na técnica de semeadura direta voltada à recuperação de matas.

A escassez de sementes de qualidade é um dos principais gargalos para o Brasil atingir suas metas de restauração. Lotes de baixa qualidade podem aumentar em quase cinco vezes os custos e a complexidade do reflorestamento. 

A melhoria da qualidade das sementes proporciona um efeito cascata positivo: eleva a taxa de germinação, reduz a quantidade necessária para alcançar um mesmo resultado e reduz os custos dos projetos de restauração, tornando-os mais viáveis e eficientes. “O uso racional desses recursos é essencial para acelerar a reabilitação desses três biomas”, afirma Emira Cherif, diretora científica da Morfo.

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Com duração prevista de dois anos, o projeto pretende aprimorar a qualidade e a produtividade das sementes florestais. Segundo a pesquisadora Juliana Müller Freire, da Embrapa Agrobiologia, a iniciativa representa “uma grande oportunidade para identificar lacunas de conhecimento e aprofundar a pesquisa em tecnologia de sementes de espécies florestais nativas”. A meta é melhorar protocolos de germinação e conservação, aumentando a eficiência da restauração.

Juliana explica que trabalhar com sementes florestais apresenta desafios distintos dos das culturas agrícolas. “Os principais são a grande diversidade de espécies e o desconhecimento em relação ao comportamento da maioria delas”, diz. Soma-se a isso a dificuldade de obter sementes em quantidade e o beneficiamento, “processo trabalhoso para muitas espécies e que nem sempre conta com técnicas e equipamentos específicos”.

Segundo ela, a parceria com a Morfo permitirá superar parte dessas limitações. “Teremos essas sementes limpas e coletadas, prontas para a pesquisa”, afirma a cientista.

Como será conduzido o estudo?

A Morfo enviará mensalmente lotes de sementes coletadas nos três biomas, onde já atua em projetos de restauração. A Embrapa avaliará a qualidade desses lotes com base em testes de pureza, germinação e teor de água. “Vamos saber, por exemplo, o percentual de germinação da semente e o quantitativo por quilo”, explica Freire.

Em paralelo, a equipe fará uma revisão bibliográfica sobre tecnologia de sementes, avaliando conservação, secagem, dormência e condições ideais de germinação. A ausência de estudos sobre diversas espécies é um dos desafios previstos. “Há espécies sobre as quais não há absolutamente nada publicado ainda”, observa a pesquisadora.

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