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Sustentabilidade

Cannabis como solução para captura de carbono

Planta captura até 15 toneladas de CO2 e o fixa em produtos como o concreto de cânhamo, aponta estudo

Nome Colunistas

Redação Agro Estadão*

28/09/2025 - 05:00

Foto: Adobe Stock
Foto: Adobe Stock

O cânhamo, uma variedade da planta Cannabis sativa, surge como uma alternativa promissora na luta contra as mudanças climáticas. 

Como o Agro Estadão já mostrou no artigo sobre cannabis na indústria da moda, diferentemente da maconha, o cânhamo é uma planta sem propriedades psicoativas que oferece um caminho para a sustentabilidade.

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A capacidade única da cannabis de remover CO2 da atmosfera rapidamente, aliada ao seu potencial de aplicação em materiais de construção duradouros, coloca essa planta em posição de destaque na busca por soluções sustentáveis. 

Recentemente, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Instituto Ficus anunciaram um acordo de cooperação técnica colaborativa. Essa parceria visa fomentar a inovação e o desenvolvimento sustentável do setor de cannabis no Brasil.

Entendendo o potencial da cannabis na remoção de carbono

Cannabis para captura de carbono
Foto: Adobe Stock

A eficiência da cannabis na captura de carbono

O cânhamo, variedade da cannabis, se destaca como uma planta de remoção de carbono altamente eficaz. De acordo com o relatório do Instituto Ficus, um hectare de cânhamo sequestra de 9 a 15 toneladas de CO2 em apenas cinco meses de crescimento. 

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Essa capacidade é comparável a de uma floresta jovem, porém com um ciclo de crescimento significativamente mais curto. A velocidade e eficiência da cannabis na captura de carbono a tornam particularmente atraente para metas de curto e médio prazo de sequestro de carbono. 

Essa característica posiciona a cannabis como uma ferramenta valiosa na luta contra as mudanças climáticas, oferecendo resultados rápidos e mensuráveis.

Armazenamento de carbono na biomassa da cannabis para materiais de construção

O carbono capturado pelo cânhamo é incorporado em sua biomassa, incluindo fibras, estopa e pó. Ao transformar essa biomassa em materiais de construção de longa duração, como concreto de cal de cânhamo, lã de cânhamo e painéis de fibra, o carbono permanece armazenado por um período estendido. 

Esse processo contribui para a “tecnosfera” como um reservatório de carbono. As fibras contêm 0,38 kg C/kg, as estopas 0,41 kg C/kg e o pó de cânhamo 0,39 kg C/kg. 

Esses valores demonstram o potencial significativo de armazenamento de carbono em produtos derivados do cânhamo.

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Análise de desempenho ambiental do cânhamo (cannabis)

Cannabis para captura de carbono
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No cenário de produção de palha, a cannabis industrial pode remover entre 9.500 e 11.400 quilos CO2eq./(ha*ano). É importante notar que o principal fator que influencia esses resultados é o rendimento da palha por hectare.

A produção de cânhamo, como qualquer cultura anual agrícola, está associada a emissões de gases de efeito estufa (GEE). Conforme o Instituto Ficus, essas emissões estão principalmente ligadas ao uso de fertilizantes.

No entanto, o relatório mostra que, mesmo considerando essas emissões, o cânhamo apresenta um saldo líquido positivo de remoção de carbono. Dependendo do cenário de cultivo (palha ou palha+sementes) e do tipo de alocação, o saldo líquido varia de 7.000 a 9.300 kg CO2eq./(ha*ano). 

O potencial da cannabis como solução para a captura de carbono vai além dos benefícios ambientais imediatos. O próprio relatório discute a elegibilidade do cânhamo para o “Certificado de Remoção de Carbono” da União Europeia. 

Essa certificação pode abrir novas fontes de receita e valorização para os produtores que cultivam cânhamo para a indústria da construção, alinhando a agricultura com as metas de sustentabilidade global.

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No Brasil, o status da legislação em relação ao cânhamo industrial está em constante evolução, embora a passos lentos. Atualmente, o plantio de cânhamo é proibido no país e seu uso na indústria enfrenta um limbo regulamentar. 

Para superar esse impasse, a Embrapa propõe a criação da Comissão Técnica Nacional da Cannabis, nos moldes da CTNBio.

Essa comissão classificaria os cultivos conforme o teor de THC e risco, permitindo que variedades industriais sigam regras simplificadas, enquanto as destinadas à medicina passariam por controles mais rigorosos.

*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação Agro Estadão

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