PUBLICIDADE

Economia

Setor produtivo critica “imposto do pecado” e vê espaço para ultraprocessados na cesta básica

Imposto Seletivo, previsto na Reforma Tributária, também depende de lei complementar

Nome Colunistas

Da Redação

21/03/2024 - 20:16

Foto: Adobe Stock
Foto: Adobe Stock

Diferentes associações representativas do setor produtivo defendem a inclusão de alimentos ultraprocessados na cesta básica, que pela Reforma Tributária prevê alíquota zero. A reivindicação foi feita nesta quinta-feira (21), durante uma reunião do grupo de trabalho que debate a isenção de tributos da cesta básica.

O Grupo de Trabalho é um dos 20 formados a partir de 24 frentes parlamentares, que estão discutindo a regulamentação da Reforma Tributária. O encontro na Câmara dos Deputados contou com a presença de representantes de nove associações ligadas ao setor da agroindústria de alimentos (Confira abaixo os nomes). 

CONTEÚDO PATROCINADO

Cada um dos convidados pontuou a favor dos seus respectivos segmentos, mas um ponto em comum foi a inclusão de ultraprocessados na composição da cesta básica nacional. Um dos aspectos usados na argumentação foi de que esses produtos são mais baratos e acessíveis à população.

Além dessa questão, as entidades também demonstraram preocupação para o caso desses alimentos serem taxados pelo chamado “imposto do pecado”. O Imposto Seletivo está previsto na Reforma Tributária, mas a alíquota e os itens que sofrerão incidência também dependem de lei complementar. Esse tributo foi criado para onerar bens e serviços que são considerados prejudiciais à saúde e ao meio ambiente. 

O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, falou do impacto dessa medida nos empregos e para os produtores rurais. “Retirar ou deixar algum item da cesta básica tem reflexo direto no dia a dia das pessoas e das empresas. Olha quanto emprego é gerado na nossa situação: são 4 milhões de empregos diretos e indiretos. Se eu colocar fora da cesta básica algum desses itens já estão e outros que devem estar, eu vou fazer esses pequenos agricultores talvez ter que produzir menos, porque as pessoas vão consumir menos”, apontou durante a reunião.    

“A regulamentação da reforma tributária deve seguir, no nosso entendimento, a diretriz de desoneração de toda a cadeia do café, do campo à mesa, independentemente da qualidade ou forma de consumo do produto (Café torrado, essências, extratos etc)”, afirmou Pavel Cardoso, presidente da ABIC (Associação Brasileira da Indústria de Café).

Veja quais são as associações que participaram do debate:

  • Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC)
  • Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)
  • Associação Brasileira de Laticínios (Viva Lácteos)
  • Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca)
  • Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo)
  • Associação Brasileira das Indústrias de Biscoito, Massas Alimentícias e Pães (Abimapi)
  • Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec)
  • Associação Brasileira de Alimentos Alternativos (ABAA)
  • Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA)

Siga o Agro Estadão no WhatsApp, Instagram, Facebook, X, Telegram ou assine nossa Newsletter

PUBLICIDADE

Notícias Relacionadas

Fenabrave prevê crescimento de 3,4% nas vendas de máquinas agrícolas em 2026

Economia

Fenabrave prevê crescimento de 3,4% nas vendas de máquinas agrícolas em 2026

Entidade aposta em juros mais baixos, safra robusta e expansão dos consórcios como fatores que vão estimular investimentos

Brasil importa maior volume de trigo desde 2013

Economia

Brasil importa maior volume de trigo desde 2013

Compras externas somaram 6,8 milhões de toneladas em 2025, com reflexos sobre estoques e preços internos

BASF Soluções para Agricultura assume AgBiTech, empresa de controle biológico

Economia

BASF Soluções para Agricultura assume AgBiTech, empresa de controle biológico

BASF vê complementaridade entre soluções e expertises das empresas; expectativa é de que o acordo seja concluído em 2026

Tratores em Paris: por que agricultores europeus rejeitam o acordo Mercosul-UE

Economia

Tratores em Paris: por que agricultores europeus rejeitam o acordo Mercosul-UE

Com 27 fazendas fechando por dia, agricultores franceses protestam e cobram subsídios; resistência ao acordo permanece em outros países

PUBLICIDADE

Economia

Milho, soja e fertilizantes: como é o comércio com o Irã e os impactos da tarifa de Trump

Conflito preocupa associação de produtores de milho, que acompanha a situação junto ao maior comprador do cereal brasileiro

Economia

Vietnã habilita quatro novos frigoríficos para exportação de carne bovina

Com novas autorizações, Brasil dobra número de plantas habilitadas a exportar ao mercado vietnamita

Economia

Mercosul-UE: carnes ganham com acordo, mas impactos são distintos entre bovinos, aves e suínos

Acordo deve impulsionar as exportações do setor entre 5,1% e 19,7%, projeta Ipea; há expectativa para geração de vagas de emprego

Economia

Acordo Mercosul-UE: Santa Catarina constrói plano para ampliar competividade

Estado acompanha fase final de formalização do tratado e organiza ações para ampliar competitividade quando o acordo entrar em vigor

Logo Agro Estadão
Bom Dia Agro
X
Carregando...

Seu e-mail foi cadastrado!

Agora complete as informações para personalizar sua newsletter e recebê-la também em seu Whatsapp

Sua função
Tipo de cultura

Bem-vindo (a) ao Bom dia, Agro!

Tudo certo. Estamos preparados para oferecer uma experiência ainda mais personalizada e relevante para você.

Mantenha-se conectado!

Fique atento ao seu e-mail e Whatsapp para atualizações. Estamos ansiosos para ser parte do seu dia a dia no campo!

Enviamos um e-mail de boas-vindas para você! Se não o encontrar na sua caixa de entrada, por favor, verifique a pasta de Spam (lixo eletrônico) e marque a mensagem como ‘Não é spam” para garantir que você receberá os próximos e-mails corretamente.