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Economia

Produção mundial de vinho cresce em 2025, mas segue abaixo da média histórica

Desafios climáticos e mudanças nos padrões de consumo mantêm oferta global em patamar reduzido, aponta organização internacional

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Redação Agro Estadão

23/11/2025 - 05:00

Foto: Adobe Stock
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A produção mundial de vinho deve alcançar 232 milhões de hectolitros em 2025, segundo as primeiras estimativas da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), representante de 88% da produção mundial de vinho. O volume representa uma alta de 3% em relação à safra de 2024 — considerada excepcionalmente baixa — mas ainda 7% inferior à média dos últimos cinco anos.

O relatório, divulgado nesta semana, sinaliza que o setor atravessa um período de oferta global reduzida, “marcado por condições climáticas adversas e transformações no comportamento de consumo em mercados consolidados”. Embora a leve recuperação traga algum alívio, o documento aponta que, a tendência de produção retraída reforça a necessidade de ajustes na cadeia vitivinícola internacional.

CONTEÚDO PATROCINADO

Europa

A União Europeia, responsável por cerca de 60% do volume global, deve produzir 140 milhões de hectolitros, com um aumento moderado de 2% frente a 2024. Ainda assim, abaixo da média de cinco anos. 

Segundo a OIV, o desempenho do bloco foi afetado por uma alta variabilidade climática, que resultou em colheitas muito baixas na França e na Espanha — países que despontam tradicionalmente entre os líderes mundiais. Enquanto isso, a Itália registrou recuperação.

“Outros países da Europa Central e do Sudeste, como Hungria, Romênia e Grécia, apresentaram resultados acima da média, suavizando parcialmente as perdas das principais regiões produtoras”, destacou o relatório. 

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Hemisfério Norte

Fora da União Europeia, o Hemisfério Norte apresentou resultados diferentes. Nos Estados Unidos, quarto maior produtor mundial, a recuperação da safra foi apenas parcial após o fraco desempenho de 2024. Já países como Rússia, Moldávia e Suíça devem manter volumes estáveis ou ligeiramente superiores à média histórica, segundo a OIV.

Hemisfério Sul

No Hemisfério Sul, a produção estimada é de 49 milhões de hectolitros, representando uma recuperação moderada impulsionada por melhores condições climáticas na África do Sul, Austrália, Nova Zelândia e Brasil. “Esses avanços compensaram a forte queda observada no Chile, tradicional potência vinícola da região”, sinaliza a Organização. Ainda assim, o volume total do hemisfério segue ligeiramente abaixo da média, refletindo os efeitos persistentes das mudanças climáticas.

O Brasil, em particular, tem se consolidado como um dos destaques da vitivinicultura sul-americana, com investimentos crescentes em tecnologia e manejo que têm permitido maior estabilidade produtiva mesmo sob condições climáticas adversas.

Apesar das variações regionais, a OIV avalia que o mercado global tende a se manter equilibrado. “O crescimento limitado da produção deve ajudar a estabilizar estoques, em um ambiente marcado por consumo mais fraco em mercados tradicionais e incertezas comerciais que ainda pairam sobre o setor”, traz o levantamento. 

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