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Economia

Aumento do limite de crédito pode auxiliar no reforço sanitário das granjas, avalia ABPA

Já Abiec, alerta para a alta das taxas de juros e dificuldades na liberação de recursos

Nome Colunistas

Daumildo Júnior | Brasília | daumildo.junior@estadao.com

01/07/2025 - 14:36

Foto: Adobe Stock
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Associações ligadas ao setor de carnes consideraram no geral positivos os anúncios feitos durante o lançamento do novo Plano Safra Empresarial. Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), afirmou, no entanto, que além de oferecer um programa de crédito robusto, o governo precisa se empenhar em fazer “um esforço extra na liberação dos recursos em si, para dar efetividade ao plano safra”. 

O representante da cadeia disse ainda que é foco de atenção o atual momento econômico, envolvendo as taxas de juros. “O desafio hoje para o setor produtivo são as taxas de juros. As taxas de juros são muito complicadas, a gente entende o momento que a Selic está vivendo, mas precisamos sempre brigar para baixar os juros. O trabalho no campo, na agroindústria, é com margens muito apertadas e nós precisamos, claro, de apoio do governo para não ter nenhuma hipótese de falta de alimento, de falta de produtos para o nosso Brasil”, concluiu em entrevista ao Agro Estadão no Palácio do Planalto.

CONTEÚDO PATROCINADO

Marcelo Osório, diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), também reconheceu os esforços do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) na elaboração do plano safra diante do atual cenário econômico do país. Um dos pontos elogiados é a unificação das linhas de crédito Moderagro e Inovagro. “Para o nosso setor, as duas linhas mais importantes foram unificadas e isso aumentou o valor. No ano passado, o total era R$ 6,5 bilhões e hoje foi anunciado R$ 6,8 bi, o que é uma notícia positiva. E se considerarmos, ano passado, tínhamos Selic de 10,5%. Hoje, está 15%, infelizmente, mas as nossas linhas aumentaram somente 2%”, enfatizou.

Além disso, Osório destacou como ponto positivo o aumento do limite de crédito por produtor, principalmente no ano em que o Brasil teve o primeiro caso de gripe aviária em granja comercial. “Foi aumentada a linha por CPF, importante para investimento nas granjas, investimento em tecnologia e modernização. Para que a gente possa reforçar todos nossos programas de biosseguridade”, relatou.

A Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), no entanto, considerou o volume de recursos insuficiente. “O Brasil é um dos países que oferece menos ajuda de renda aos produtores”, ressaltou o diretor de Relações Governamentais da entidade, Romildo Antônio da Costa, em posicionamento enviado. “Da renda bruta, o produtor brasileiro recebe o equivalente a 2%, enquanto EUA e China oferecem 12% e a União Europeia concede 20%”, completa.

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