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Economia

Veja como é fácil criar abelhas que não picam 

A meliponicultura, ou criação de abelhas-sem-ferrão, surge como alternativa sustentável e lucrativa, impulsionada por benefícios ambientais e econômicos e com São Paulo liderando a produção

Nome Colunistas

Redação Agro Estadão*

10/08/2025 - 05:00

Foto: Magda Cruciol/Embrapa
Foto: Magda Cruciol/Embrapa

A meliponicultura, ou criação de abelhas-sem-ferrão, tem ganhado destaque como uma alternativa sustentável e lucrativa para produtores rurais. 

Essa atividade, que envolve o manejo de espécies nativas do Brasil, oferece benefícios significativos tanto para o meio ambiente quanto para a economia local.

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O estado de São Paulo exemplifica o crescimento desse setor. De acordo com governo, “o estado possui mais de 55 mil colmeias de 75 espécies diferentes de abelhas-sem-ferrão, distribuídas em 2.978 meliponários autorizados para uso e manejo”. 

Esse avanço reflete o impacto positivo da regulamentação e o desenvolvimento de inovações, como rações específicas para alimentação artificial das abelhas.

O que são as abelhas-sem-ferrão?

As abelhas-sem-ferrão são também chamadas de meliponíneos, abelhas nativas ou indígenas. Elas vivem em colônias e, apesar de possuírem ferrão, este é atrofiado e não funciona como defesa, portanto, elas não picam.

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Elas são fundamentais para a polinização e a preservação da biodiversidade brasileira.

A criação dessas abelhas apresenta vantagens consideráveis. Além de produzirem mel de alto valor agregado, elas contribuem significativamente para a produtividade agrícola. 

Um exemplo notável ocorre no Rio Grande do Sul, onde um “exército” de 550 milhões de abelhas é utilizado em lavouras de canola e carinata, aumentando a produção e a qualidade das colheitas.

Como iniciar sua criação de abelhas-sem-ferrão

Abelha jataí-da-terra polinizando a flor do morangueiro. Foto: Kátia Braga/Embrapa

Escolha das espécies de abelhas-sem-ferrão

A seleção adequada das espécies é fundamental para o sucesso da meliponicultura. O livro Meliponicultura: o produtor pergunta, a Embrapa responde oferece orientações valiosas sobre as espécies mais indicadas para cada região do Brasil. 

É essencial considerar fatores como clima, vegetação local e características específicas de cada espécie ao fazer essa escolha considerando as necessidades e a arquitetura dos ninhos.

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Aquisição e instalação das colmeias

Abelha-sem-ferrão tiúba.
Foto: Maria Eugênia Ribeiro/Embrapa

Para iniciar um meliponário, recomenda-se adquirir colmeias de meliponicultores experientes e devidamente registrados. Isso garante a qualidade e a legalidade dos enxames. 

A instalação deve ser feita em local apropriado, protegido de sol excessivo, ventos fortes e possíveis predadores.

Alimentação e fortalecimento das colônias

A nutrição adequada é fundamental para o desenvolvimento saudável das colônias. Em períodos de escassez de alimentos naturais, a suplementação alimentar torna-se necessária. 

Uma inovação nesse campo é a ração biotecnológica desenvolvida em São Paulo, composta por pólen e microrganismos benéficos, que fortalece as colônias e melhora sua produtividade.

Adicionalmente, a Embrapa recomenda práticas de alimentação complementar que incluem o uso de xaropes de açúcar e substitutos de pólen, sempre respeitando as necessidades nutricionais específicas de cada espécie.

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Produtos obtidos a partir das abelhas-sem-ferrão

abelhas-sem-ferrão
Foto: Adobe Stock

O mel das abelhas-sem-ferrão é reconhecido por suas propriedades medicinais e alto valor de mercado. Entretanto, o potencial desses insetos vai além. 

Inovações recentes incluem o desenvolvimento de produtos diferenciados, como o espumante de mel de abelhas nativas criado por uma empresa paulista, demonstrando a versatilidade e o valor agregado que podem ser obtidos.

Para garantir a qualidade e autenticidade desses produtos, a Embrapa desenvolveu métodos avançados de identificação de fraudes no mel de abelhas nativas. Essa tecnologia fortalece a confiabilidade do mercado e beneficia os produtores comprometidos com práticas éticas.

A legislação atual estabelece prazos para a regularização dos meliponários até 2026, enfatizando a importância da formalização e adoção de boas práticas ambientais.

*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação Agro Estadão

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