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Agricultura

SC: campanha orienta sobre retirada de planta por risco às abelhas

Por afetar a polinização, espatódea foi banida por lei que prevê também penalização para quem plantar a espécie exótica

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Redação Agro Estadão

14/10/2025 - 11:25

Foto: IMA/Divulgação
Foto: IMA/Divulgação

O Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) lançou uma campanha para alertar sobre os riscos da espatódea  (Spathodea campanulata) — árvore ornamental africana — à fauna local. A ação reforça a lei estadual que proíbe o plantio, a produção e a manutenção da espécie em todo o Estado.

Também conhecida como bisnagueira ou tulipeira-do-gabão, a espatódea é uma árvore de grande porte, que atinge até 25 metros de altura, e foi amplamente utilizada na arborização urbana em diversas cidades brasileiras. 

CONTEÚDO PATROCINADO

No entanto, estudos comprovaram que as flores da planta contêm substâncias tóxicas letais para diversas espécies de abelhas nativas e até mesmo prejudiciais à abelha exótica Apis mellifera — importante espécie produtora de mel.

As toxinas podem estar presentes no pólen, no néctar ou na mucilagem das flores, provocando a morte dos insetos e comprometendo a polinização — um serviço essencial para a manutenção da biodiversidade e da produção agrícola.

O que diz a lei estadual:

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  • É proibido o plantio de novas árvores da espécie;
  • Espatódeas já plantadas devem ser cortadas;
  • Árvores localizadas em locais públicos ou na arborização urbana devem ser substituídas por espécies nativas;
  • O descumprimento da lei está sujeito à aplicação de multa.

Nos casos de áreas urbanas, o corte de árvores em propriedades privadas pode requerer autorização prévia da prefeitura e o corte de árvores em vias públicas é de responsabilidade da administração municipal.

Já nas Áreas de Preservação Permanente (APPs), a retirada de espatódeas não depende de autorização prévia, desde que seja realizada a recuperação ambiental posterior, acompanhada de técnico habilitado, conforme o Código Estadual do Meio Ambiente.

Substituição

Espatódea - Flores
Foto: Adobe Stock

Na Campanha “Flora Exótica Tóxica para Fauna – espatódea (Spathodea campanulata)”, o IMA recomenda o plantio de espécies nativas regionais adequadas a cada bioma de Santa Catarina, garantindo a melhor adaptação das plantas ao clima e solo local, o equilíbrio ecológico e a segurança para a fauna local.

Confira algumas espécies nativas por região que podem substituir a espatódea:

  • Região costeira (restinga): mangue-formiga (Clusia criuva), aroeira (Schinus terebinthifolia), ingá-cipó (Inga edulis).
  • Planícies e encostas da Mata Atlântica: ipê-amarelo (Handroanthus chrysotrichus), pau-angelim (Andira fraxinifolia), corticeira (Erythrina crista-galli).
  • Serra e planalto (Floresta de Araucária): canafístula (Peltophorum dubium), camboatá (Cupania vernalis), caroba (Jacaranda puberula).
  • Região oeste (Floresta Estacional Decidual): ipê-roxo (Handroanthus heptaphyllus), timbaúva (Enterolobium contortisiliquum), canjerana (Cabralea canjerana).

Em caso de dúvidas, a orientação é entrar em contato com o Programa Estadual de Espécies Exóticas Invasoras do IMA pelo e-mail: exoticasinvasoras@ima.sc.gov.br.

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