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Agricultura

Saiba identificar a "falsa couve" que intoxicou família em MG

Extremamente tóxica e facilmente confundível com couve verdadeira, a nicotiana glauca representa um grave perigo para humanos e animais

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Redação Agro Estadão*

11/10/2025 - 08:00

Foto: Adobe Stock
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A Nicotiana glauca, popularmente conhecida como “falsa couve”, é uma planta que representa um enorme perigo. 

Apesar de sua aparência inofensiva, esta planta é extremamente tóxica e tem sido responsável por incidentes graves, incluindo casos de confusão com plantas comestíveis comuns.

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Um exemplo alarmante ocorreu em Patrocínio, Minas Gerais, onde quatro adultos foram internados em estado grave após consumirem a “falsa couve”. 

A família confundiu a planta tóxica com a couve verdadeira, resultando em uma situação potencialmente fatal. Este incidente serve como um alerta concreto para a comunidade rural sobre os perigos da nicotiana glauca e a importância de saber identificá-la corretamente.

Características da nicotiana glauca e a perigosa semelhança com a couve

A nicotiana glauca é originária da América do Sul, porém está amplamente disseminada no Brasil. Esta planta pertence à família Solanaceae, a mesma do tabaco, e pode crescer como um arbusto ou uma pequena árvore. 

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Suas características botânicas incluem folhas ovaladas, lisas, de cor verde-acinzentada, flores tubulares amarelas ou alaranjadas, e frutos em forma de cápsula.

A semelhança visual das folhas da nicotiana glauca com as da couve é a principal causa de envenenamentos acidentais em humanos. Esta semelhança é particularmente perigosa em áreas onde a planta cresce espontaneamente próximo a plantações ou áreas de pastagem. 

As folhas da “falsa couve” possuem uma textura aveludada e uma coloração que, à primeira vista, pode parecer inofensiva e até comestível para leigos.

É importante ressaltar que, em algumas fases do seu desenvolvimento, a semelhança entre a Nicotiana glauca e a couve é ainda mais acentuada.

Os venenos da nicotiana glauca: alcaloides e seus efeitos tóxicos

nicotiana glauca
Foto: Adobe Stock

A toxicidade da nicotiana glauca se deve principalmente à presença de alcalóides piridínicos, com destaque para a anabasina. Estes compostos são neurotóxicos e afetam tanto o sistema nervoso central quanto o periférico. 

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A anabasina, em particular, é cinco vezes mais potente que a nicotina, tornando a ingestão das folhas da “falsa couve” extremamente perigosa.

O mecanismo de ação desses alcalóides no organismo envolve sua atuação como agonistas nos receptores nicotínicos de acetilcolina. 

Inicialmente, eles estimulam esses receptores, seguido por um bloqueio, o que resulta em uma série de efeitos tóxicos no corpo.

Sinais e sintomas de intoxicação por nicotiana glauca

Em humanos, os sintomas de envenenamento por nicotiana glauca podem se manifestar rapidamente e incluem:

  • Náuseas, vômitos e diarreia;
  • Dor abdominal e salivação excessiva;
  • Sudorese, tontura e tremores.

Em casos mais graves, podem ocorrer convulsões, alterações na frequência cardíaca (taquicardia ou bradicardia), dificuldade respiratória e, se não tratado prontamente, coma e morte. 

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A rapidez com que os sintomas aparecem torna essencial o atendimento médico imediato em caso de suspeita de ingestão.

Animais também em risco

O gado e outros animais de criação também são suscetíveis à intoxicação pela planta. O risco aumenta em períodos de escassez de forragem ou quando a planta cresce abundantemente em pastagens. 

Os sintomas em animais são semelhantes aos humanos, incluindo incoordenação motora, tremores, salivação excessiva, cólicas e dificuldade respiratória. 

No entanto, esses sinais podem ser mais difíceis de identificar em animais, o que ressalta a importância da vigilância constante por parte dos produtores rurais.

nicotiana glauca
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Para prevenir acidentes, é fundamental que os produtores rurais saibam identificar corretamente a Nicotiana glauca. Algumas características distintivas incluem:

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  • Folhas mais finas e com textura aveludada em comparação com a couve verdadeira;
  • Coloração verde-acinzentada das folhas;
  • Presença de flores tubulares amarelas ou alaranjadas.

Em caso de dúvida, é sempre recomendável consultar um especialista antes de consumir ou permitir que animais se alimentem de plantas desconhecidas.

Produtores devem ainda estar atentos à presença desta planta em suas propriedades, removendo-a de áreas de cultivo e pastagem. 

*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação Agro Estadão

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