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Agricultura

Café indígena da Amazônia atinge nota máxima e faz história

Combinação de altitude moderada, biodiversidade nativa e práticas sustentáveis confere à bebida aspectos sensoriais complexos e raros

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Redação Agro Estadão

11/10/2025 - 08:00

Pontuação máxima foi registrada durante a 6ª edição do Concurso Tribos. Foto: 3 Corações/Divulgação
Pontuação máxima foi registrada durante a 6ª edição do Concurso Tribos. Foto: 3 Corações/Divulgação

O Brasil acaba de registrar um feito histórico para a cafeicultura mundial. Pela primeira vez, um café da espécie Canéfora Robusta Amazônico conquistou a pontuação máxima, de 100 pontos, segundo o Fine Robusta Cupping Form, protocolo internacional de avaliação.

Produzido por Rafael Mupimoku Suruí, da etnia Paiter Suruí, o microlote nasceu na Terra Indígena Sete de Setembro, em Rondônia, por meio do Projeto Tribos, iniciativa da linha Rituais 85+ por 3 Corações, que valoriza o protagonismo indígena e a produção sustentável.

CONTEÚDO PATROCINADO

O feito foi registrado durante a 6ª edição do Concurso Tribos, com avaliação de um júri formado por nove especialistas independentes, liderados por Silvio Leite, referência mundial em cafés especiais. Apenas o lote de Rafael atingiu a nota perfeita, atribuída por dois jurados – entre eles o próprio Silvio –, em um resultado histórico para a cafeicultura.

Cultivado sob o microclima úmido e o solo fértil da floresta amazônica, o Café Tribos 100 Pontos reflete a riqueza do terroir da região. A combinação de altitude moderada, biodiversidade nativa e práticas agrícolas tradicionais confere à bebida sabor rico, complexo, potente e único. As notas sensoriais são de rapadura, mel, própolis, hibisco, flor de laranjeira, aroma vinhoso, acidez média, corpo delicado e finalização de rapadura levemente achocolatada.

Rafael Mupimoku Suruí, da etnia Paiter Suruí, é o produtor do café de 100 pontos.
Foto: 3 Corações/Divulgação

“Este café é um dos mais complexos e completos que já provei em toda a minha carreira. É a primeira vez que temos a oportunidade de registrar oficialmente uma robusta de 100 pontos. É uma verdadeira joia rara”, afirma Silvio Leite, head judge do Concurso Tribos.

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A produção do microlote é fruto de um trabalho contínuo de aprimoramento realizado pelos Paiter Suruí, que hoje veem na cafeicultura uma atividade capaz de gerar renda, preservar o território e fortalecer a cultura local.

“Alcançar os 100 pontos é motivo de orgulho e inspiração para todos os agricultores, indígenas e não indígenas. O prêmio mostra aos jovens da aldeia que há futuro no campo e que é possível ter sustento e dignidade com o nosso trabalho. É uma bênção de Deus e um exemplo para todos nós agricultores”, afirma Rafael Mupimoku Suruí, produtor do café e cacique da Aldeia Paiter, Linha 9.

Criado em 2019 pela 3 Corações, o Projeto Tribos já transformou a vida de mais de 169 famílias em 28 aldeias de Rondônia, movimentando mais de 520 mil quilos de Robustas Amazônicos e promovendo práticas sustentáveis com apoio da Funai, Embrapa Rondônia, Emater, Câmara Setorial do Café e secretarias estaduais e municipais de agricultura.

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