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Agro na COP30

Coalizão de mercado de carbono tem adesão de 18 países na COP 30

Iniciativa busca padronizar regras, integrar sistemas de comércio e reforçar a integridade ambiental no cumprimento do Acordo de Paris

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Redação Agro Estadão

17/11/2025 - 10:19

Embaixador Mauricio Lyrio durante reunião sobre a Coalizão Aberta de Mercados Regulados de Carbono. Foto: Rafael Neddermeyer/COP30
Embaixador Mauricio Lyrio durante reunião sobre a Coalizão Aberta de Mercados Regulados de Carbono. Foto: Rafael Neddermeyer/COP30

A Coalizão Aberta de Mercados Regulados de Carbono recebeu endosso de 18 países no último sábado, durante a COP 30, em Belém (PA). Segundo o governo federal, a intenção é criar um padrão comum e conectar diferentes sistemas de comércio de créditos de carbono com o objetivo de gerar liquidez, previsibilidade e transparência para o setor. 

Além do Brasil, a coalizão conta com a adesão da China, União Europeia, Reino Unido, Canadá, Chile, Alemanha, México, Armênia, Zâmbia, França, Ruanda, Andorra, Guiné, Nova Zelândia, Mônaco, Singapura e Noruega.

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De acordo com o secretário de Clima e Meio Ambiente, do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Maurício Lyrio, a iniciativa se baseia no reconhecimento de que os mercados de carbono de conformidade têm um papel central a desempenhar na aceleração da descarbonização das economias e no avanço da implementação do Acordo de Paris. “Nosso objetivo é alavancar os mercados de carbono de conformidade, mantendo a integridade ambiental e garantindo uma transição justa a todos”, afirmou. 

O Comissário de Energia e Habilitação da União Europeia, Dan Jørgensen, destacou seu apoio à iniciativa e disse que pretende trabalhar em parceria com o Brasil e outros parceiros para assegurar a precificação do carbono. “O uso de créditos de alta qualidade deve estar alinhado com os padrões e princípios definidos no Acordo de Paris. A coalizão pode construir um parâmetro de referência para integrar totalmente padrões relevantes às metas nacionais finais e ao desenho dos mercados nacionais de carbono”, esclareceu.

O Ministro do Clima e do Meio Ambiente da Noruega, Andreas Bjelland Eriksen, ressaltou que o país participa do sistema de comércio de emissões, do mercado de carbono e do Acordo de Paris, instrumentos importantes para reduzir as emissões. 

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Segundo ele, a coalizão fortalece a integridade ambiental ao compartilhar experiências, ampliar o conhecimento sobre MRV  — Monitoramento, Relato e Verificação  — e metodologias de contabilidade de carbono, garantindo impacto climático efetivo.

O Ministério da Fazenda está à frente do desenvolvimento do compromisso internacional. “Temos discutido como fazer a transição energética para longe dos combustíveis fósseis de uma forma estruturada, ordenada e justa. O mercado de carbono regulado é um dos caminhos essenciais para alcançar essa meta”, apontou o secretário-executivo adjunto, Rafael Dubeux. 

O gestor destacou que a coalizão permitirá aos países colaborar na definição de melhores práticas para MRV, estabelecer contabilidade comum e garantir a integridade dos mecanismos de offset — instrumentos usados para compensar emissões que não podem ser totalmente eliminadas, por meio do financiamento de ações de redução ou remoção de gases de efeito estufa em outros locais.

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