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Sustentabilidade

Minerva e Marfrig têm 100% de animais auditados em conformidade na Amazônia Legal

Foram avaliadas 89 unidades frigoríficas em seis estados da Amazônia Legal, totalizando mais de 1 milhão de animais

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Broadcast Agro

15/05/2025 - 08:42

Foto: Adobe Stock
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Minerva e Marfrig atingiram 100% de conformidade nas auditorias do Ministério Público Federal (MPF) sobre a origem do gado abatido ou exportado na Amazônia Legal. A JBS, maior em volume, apresentou 98,1% de regularidade após a verificação de mais de 480 mil animais. Os dados são do segundo ciclo unificado de auditorias dos Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) da cadeia da carne, com base nas operações realizadas em 2022.

As auditorias independentes contratadas pelas empresas signatárias do TAC da Carne Legal apresentaram, em média, apenas 4% de irregularidades – uma taxa 13 vezes menor do que a verificada entre os frigoríficos que não realizaram auditorias, cuja média de não conformidade foi de 52%.

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A JBS teve o maior número de animais auditados entre todas as empresas: foram 482.808 cabeças verificadas nos Estados do Acre, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Tocantins. Desses, apenas 1,91% apresentaram algum tipo de irregularidade. Em Estados como Rondônia e Acre, os índices de conformidade da empresa superaram 98%, com destaque para 99,4% em Rondônia.

A Minerva foi auditada em quatro Estados, com 269.974 animais verificados e nenhuma irregularidade identificada. A Marfrig, auditada com 116.326 animais em Mato Grosso, também registrou 100% de conformidade, reforçando o compromisso com os critérios socioambientais estabelecidos pelo MPF.

Ao todo, o ciclo avaliou 89 unidades frigoríficas em seis Estados da Amazônia Legal, abrangendo mais de 1 milhão de animais. Em Estados como Mato Grosso e Tocantins, frigoríficos como Vale Grande, Cooperfrigu, Masterboi e Plena também alcançaram 100% de conformidade. No Pará, Estado com maior número de frigoríficos convocados, Minerva, Agroexport, Frigol, Mafrinorte e Masterboi também atingiram a marca máxima.

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No Pará, as auditorias abrangeram 81,4% do volume de animais comercializados e mostraram 8,2% de irregularidades – muito abaixo dos 58,3% identificados nas análises automáticas feitas sobre empresas que não apresentaram auditorias. Frigoríficos como Agroexport, Frigol, Mafrinorte, Masterboi, Minerva, Mercúrio e Rio Maria se mantiveram com mais de 99% de conformidade nos últimos três ciclos de auditoria.

O cenário contrasta com frigoríficos que não apresentaram auditorias. No Amazonas, a Manaós – Frigonosso teve 84% de não conformidade nas amostras auditadas. No Acre, empresas como Frisacre e Frigorífico São Sebastião, que não entregaram auditorias, apresentaram índices entre 61% e 69% de irregularidade nas análises automáticas feitas pelo MPF.

Em Mato Grosso, a empresa FrigoBom teve 18,3% de não conformidade nas auditorias, enquanto BMG Foods e Frigorífico Redentor apresentaram 52% e 49%, respectivamente, de irregularidades em análises automáticas.

Como próximos passos, o MPF pretende ajuizar ações contra empresas que permanecem fora dos compromissos, enviar ofícios a órgãos ambientais para fiscalizações prioritárias e implementar um sistema de pré-auditoria para todas as empresas. “Este segundo ciclo unificado de auditorias consolida a eficácia do TAC da Carne Legal como ferramenta crucial para a transformação da pecuária na Amazônia”, afirmou o procurador da República Ricardo Negrini.

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