Economia
Santa Catarina registra foco de gripe aviária em criação de subsistência
Governo negocia com União Europeia retirada das restrições à carne de frango brasileira
Redação Agro Estadão
11/07/2025 - 10:46

A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR) e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) confirmaram, nesta quinta-feira, 10, o registro de Influenza Aviária (H5N1) de Alta Patogenicidade (IAAP) no município de Meleiro, em uma propriedade com criação de aves de subsistência.
A Cidasc informou que as medidas sanitárias necessárias já foram aplicadas na propriedade e que os técnicos da companhia começaram a vistoriar as granjas comerciais localizadas num raio de 10km desta criação, averiguando se há aves com sinais clínicos da doença. A vigilância deverá ser estendida também às propriedades vizinhas que criam aves de subsistência.
Em nota oficial, o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini, disse que
“as medidas sanitárias necessárias estão sendo executadas pela Cidasc com agilidade e responsabilidade. O trabalho técnico é rigoroso, segue os protocolos e contamos com o apoio dos produtores e de toda cadeia produtiva, que são parte fundamental nessa vigilância. Santa Catarina segue firme na proteção de sua avicultura, que é referência nacional e internacional.
Reabertura do mercado europeu
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou nesta quinta-feira, 10, de uma videoconferência com o comissário de Saúde e Bem-Estar Animal da União Europeia (UE), Olivér Várhelyi, para discutir o assunto. A restrição foi imposta pela comunidade europeia em 16 de maio, após a confirmação de um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em uma granja comercial no município de Montenegro (RS).
Em nota, o Fávaro afirmou que o Mapa está mobilizado para atender às exigências adicionais da UE com a maior celeridade possível. “Saio satisfeito com os encaminhamentos da reunião e confiante de que, com o envio das informações complementares solicitadas, o Brasil terá seu status sanitário devidamente reconhecido pela União Europeia, permitindo a retomada plena das exportações de carne de frango”, disse o ministro.
Há duas semanas, a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) ratificou o reconhecimento da autodeclaração do Brasil como país livre de influenza aviária de alta patogenicidade em granjas comerciais. No entanto, a retomada da importação para UE exige a adoção de medidas sanitárias que vão além dos parâmetros definidos pela OMSA.
De acordo com a assessoria do ministério, o comissário europeu reconheceu a agilidade das autoridades na contenção da doença. “Trata-se de um procedimento técnico e rotineiro, aplicado de forma uniforme tanto a países terceiros quanto aos próprios Estados-membros da União Europeia”, explicou Várhelyi.
Além da UE, nove países mantêm o embargo à proteína brasileira: Albânia, Canadá, Chile, China, Macedônia do Norte, Malásia, Paquistão, Peru e Timor-Leste.
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