Economia
Nova cultivar de trigo promete alta produtividade
Pesquisa realizada nas principais regiões produtoras mostraram que a nova variedade tem produção estimada em 4.334 quilos por hectare
Redação Agro Estadão
18/08/2025 - 16:19

Uma nova cultivar de trigo chega ao mercado prometendo elevar a produtividade do cereal, além de oferecer mais sanidade às plantas e qualidade para a indústria. O lançamento é da Embrapa junto com a Fundação Meridional, que será apresentado dia 22 de agosto em Londrina (PR).
Chamada de BRS Macuco, essa cultivar possui alta performance em glúten, adequado para a produção de farinhas de alta qualidade e para a produção de pães e massas, explica a Embrapa. Também promete tolerância às principais doenças foliares, como oídio, ferrugem e manchas foliares.
“A BRS Macuco possui tolerância à germinação na espiga e ao alumínio tóxico do solo e se apresenta como uma ótima opção para triticultores que desejam sanidade, qualidade industrial e produtividade”, diz o pesquisador Manoel Bassoi, da Embrapa Soja
A nova cultivar possui ciclo médio de 62 dias, em média, da emergência ao espigamento. “Quando comparada com as cultivares do mercado, a BRS Macuco tem mostrado resistência ao acamamento, em todas as regiões tritícolas de indicação”, avalia o pesquisador.
Desafio da produtividade
A nova variedade tem o desafio de recuperar o estímulo do plantio de trigo, especialmente no Paraná. Em 2024, a baixa produtividade no Estado, que não passou de 2,1 mil kg por hectare, resultou numa produção de 2,4 milhões de toneladas, ficando atrás do Rio Grande do Sul, que produziu quase 4 milhões de toneladas.
Indicada para todas as regiões tritícolas, a nova cultivar promete produtividade superior, estimada em 4.334 kg por hectare, segundo pesquisa feita em 49 ambientes das regiões tritícolas dos Estados do Paraná, de Santa Catarina e de São Paulo.
De acordo com estimativas da Conab, a área plantada de trigo este ano deve cair nos dois principais estados produtores e no Brasil. No Paraná, a queda deve ser de 27%, no Rio Grande do Sul de 10% e no Brasil de 17%. Mesmo assim, a Conab estima que a produtividade poderá ser elevada, o que garantiria uma produção equivalente à obtida em 2024.
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