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Economia

Clima e investimentos impulsionaram PIB do Agro, indica CNA

Entidade aponta juros como um dos pontos de atenção para a próxima safra

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Redação Agro Estadão

02/06/2025 - 12:51

Foto: Adobe Stock
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O bom desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) agropecuária foi comemorado pelo setor. O crescimento de 12,2% do Agro puxou o PIB nacional (+1,4%) no primeiro trimestre do ano. Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), essa alta no PIB da agropecuária se deve “ao clima favorável e ao investimento realizado pelos produtores rurais”. 

Apesar disso, a entidade vê com certa preocupação a próxima safra. “Esse mesmo nível de investimento pode não se repetir na próxima safra, diante do elevado custo do financiamento produtivo, atrelado à instabilidade econômica e política, dado as incertezas globais”, pontuou a CNA em nota técnica. 

CONTEÚDO PATROCINADO

Por isso, a confederação entende como “essenciais” algumas “políticas estruturantes”, como crédito com juros mais acessíveis e ferramentas para uma gestão de risco. 

Resultado esperado

Ainda conforme a CNA, o bom resultado do setor já era esperado. “O setor tradicionalmente registra forte crescimento no primeiro semestre do ano. Isso ocorre em razão da colheita de culturas de verão, com especial destaque para a soja (1ª safra) e o milho (1ª e 2ª safra), os dois carros chefes da produção agrícola nacional”, afirmou. 

Fonte: CNA

A soja teve uma variação de produção positiva, com crescimento de 13,3% em relação a 2024. Não foi a cultura com o maior crescimento, mas é a cultura de maior impacto, representando 36% de todo o faturamento agrícola. “O crescimento da produtividade da oleaginosa se deu em virtude de um clima favorável, que propiciou um desenvolvimento muito bom das plantas, atrelado a uma baixa incidência de pragas”, destacou a CNA. 

Na análise da soja por estados, a entidade aponta que o Rio Grande do Sul deve registrar uma retração da produção (-27,3%) devido às questões climáticas enfrentadas pelos gaúchos. Os destaques positivos ficam com:

  • São Paulo: 50,3%;
  • Tocantins: 28,1%;
  • Mato Grosso: 26,4%;
  • Goiás: 21,4%;
  • Paraná: 17%. 

“Para os próximos trimestres, possível acordo comercial entre China e EUA para cotas de comércio da soja deve dificultar a perspectiva das exportações brasileiras para o mercado asiático”, projetou a Confederação.

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