Clima
Defesa Civil do RS amplia alerta de risco severo para ventos, chuva e granizo; veja o deslocamento do ciclone
Ilópolis (RS) atingiu o maior índice de chuva, 84 milímetros nas últimas seis horas; Paraná registrou rajadas de vento acima dos 70km/h
Paloma Santos | Brasília | paloma.santos@estadao.com
07/11/2025 - 18:45

Uma área de baixa pressão se formou entre a Argentina e o Paraguai. Nas próximas horas, o sistema deve evoluir para um ciclone extratropical, conforme antecipado pelo Agro Estadão. Segundo a Tempo OK, linhas de instabilidade já se formaram entre o Paraguai e o Paraná, nesta tarde. “As nuvens carregadas provocaram muitas descargas elétricas e rajadas de vento acima dos 70km/h, que foram registradas pelas estações meteorológicas no oeste do Estado”, informou a consultoria.
No Rio Grande do Sul, a Defesa Civil acompanha a possibilidade de rajadas de vento severas e tornados – especialmente nas regiões Noroeste, Norte e Nordeste. O órgão atualizou, nesta sexta-feira, 7, o nível de criticidade nas proximidades de Passo Fundo, Vacaria e Santa Rosa. Também estão previstas chuvas intensas, com acumulados expressivos, queda de granizo de grande porte e ventos por conta do ciclone.

Nas últimas seis horas, o município de Ilópolis (RS) atingiu o maior índice de chuva: 84 milímetros. Na sequência, Sobradinho, com 82 milímetros, e Porto Vera Cruz, com 78. Segundo Flávio Varone, meteorologista do Simagro-RS, o Estado ainda não registrou ventos fortes, mas a previsão é que eles se intensifiquem durante a noite.
“Tivemos algumas rajadas em torno de 40 km/h. Mas a tendência é que elas se intensifiquem, em função do processo de formação do ciclone. E aí, à noite, podemos ter ventos fortes aqui no Estado, de 60 a 70 km/h, podendo chegar até próximo de 100 km em algumas áreas isoladas durante a madrugada”, explicou Varone.

Na madrugada e manhã de sábado, 8, a atuação do ciclone extratropical sobre o oceano segue favorecendo chuva moderada a pontualmente forte em áreas da Costa Doce, no Litoral Norte e Médio, e na Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPOA), com acumulados variando entre 30 e 60 mm/dia. As rajadas de vento ainda persistem, variando entre 50 e 85 km/h, podendo chegar aos 100 km/h nessas região e também na parte Nordeste e Sul do RS, especialmente na madrugada e manhã.
A tendência é que, no domingo, 9, uma área de alta pressão favoreça o retorno do tempo estável, com presença de sol e variação de nebulosidade.
Deslocamento do ciclone
As tempestades ainda podem atingir Santa Catarina, Paraná, sul de Mato Grosso do Sul e interior de São Paulo entre a noite desta sexta-feira, 7, e a madrugada de sábado, 8. No decorrer do dia, a chuva atinge também a metade sul de Minas Gerais e o Rio de Janeiro.
O meteorologista Danilo Siden, do Instituto Nacional de Meterologia (Inmet), informou que as áreas mais impactadas pelo ciclone serão o litoral do Sul do País, principalmente em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. “O período mais crítico para Santa Catarina será entre esta noite e amanhã de sábado. É onde a gente deve observar mais as rajadas de vento fortes e chuvas intensas”.
De acordo com ele, regiões mais próximas ao sul do Estado do Mato Grosso do Sul e ao oeste do Estado do Paraná devem observar pancadas de chuva bastante fortes, com rajadas de vento. “Pontualmente, também não destacamos a possibilidade de queda de granizo nessas regiões”.
Durante a madrugada do sábado, 8, o centro do ciclone extratropical se desloca para o litoral catarinense e, no decorrer da manhã e tarde do sábado, avança no mar em direção à costa de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Ventania e gabinete de crise em São Paulo
Em São Paulo, a Defesa Civil estadual prevê rajadas de até 115 km/h no litoral norte, 110 km/h na Baixada Santista e no Vale do Ribeira, e até 100 km/h em Campinas, Sorocaba e na Região Metropolitana. O órgão anunciou a mobilização do gabinete de crise para monitorar os efeitos do sistema e adotar medidas emergenciais.
“Ventos acima de 70 km/h já são suficientes para causar destelhamentos e quedas de árvores. Com rajadas acima de 100 km/h, o risco de danos é elevado”, informou a Defesa Civil em nota.
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