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Clima

Ciclone extratropical deixa Sul, Sudeste e Centro-Oeste em alerta

Há risco de tempestades e raios; rajadas de vento em torno de 100 km/h poderão ocorrer em áreas litorâneas e serranas do Sul e do Sudeste

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Redação Agro Estadão | Atualizada às 16h02

06/11/2025 - 15:31

Foto: Adobe Stock
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Um ciclone extratropical se organiza sobre o Sul do Brasil nesta sexta-feira, deixando os estados da região, várias áreas do Sudeste e do Centro-Oeste em alerta para tempestades e ventania severas. Além disso, uma frente fria associada ao fenômeno vai provocar muitas áreas de instabilidade. A expectativa é de nuvens carregadas, com muitos raios e chuva forte em curto espaço de tempo. 

Segundo a meteorologista Josélia Pegorim, da Climatempo, rajadas de vento de até 100 km/h poderão ocorrer principalmente em áreas litorâneas e serranas. “Todos estes fenômenos podem ocorrer em todos os estados das regiões Sul e Sudeste. No Centro-Oeste, os temporais mais severos, com maior chance de granizo, devem ocorrer em Mato Grosso do Sul. A chuva intensa em poucas horas poderá causar enchentes repentinas e alagamentos nos centro urbanos”, informa a especialista.

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Onde e quando o ciclone extratropical se forma?

A formação do ciclone e da frente fria começa com uma área de baixa pressão atmosférica ganhando força na tarde e noite desta quinta-feira, 6, entre o norte da Argentina e o Paraguai. “Mas é durante a sexta-feira, 7 de novembro, que ocorre a intensificação e expansão desta área de baixa pressão sobre o Sul do Brasil”, diz Josélia.

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul está alertando para o risco de ocorrência de tornados na tarde da sexta-feira, 7, nas regiões Noroeste e Norte do Estado. A previsão é que o fenômeno esteja completamente organizado no fim da noite de sexta-feira, entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. 

Deslocamento do ciclone 

De acordo com a Climatempo, durante a madrugada do sábado, 8, o centro do ciclone extratropical se desloca para o litoral catarinense e, no decorrer da manhã e tarde do sábado, avança no mar em direção à costa de São Paulo e do Rio de Janeiro. 

No domingo, 9, “ele estará no mar, com centro estimado entre a costa do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, ainda impactando áreas do litoral da região Sudeste”, afirma a meteorologista.

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Deslocamento estimado do centro do ciclone extratropical que se forma nesta sexta, 7. Fonte: Climatempo

Quais os estados que vão sentir o vento do ciclone?

No interior dos estados do Sul do Brasil, o vento e as rajadas fortes a muito fortes devem ocorrer principalmente durante a sexta-feira, 7 de novembro. “Todas as áreas do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná vão sentir o impacto dos ventos do ciclone extratropical, com maior ou menor intensidade”, ressalta a especialista. 

De acordo com a Tempo OK, várias cidades paranaenses atingidas pelos temporais do último fim de semana podem sentir os efeitos do ciclone. Entre elas, Maringá, Campo Mourão, Cascavel, Palotina, Cianorte, Umuarama, Guaíra e Paranava.

Regiões Sudeste e Sul

No Sul do Brasil, a chuva mais frequente e volumosa deve ocorrer na sexta-feira. Porém, no sábado, ainda deve chover nas áreas litorâneas do centro e norte do Rio Grande do Sul e no centro-sul de Santa Catarina.

De acordo com Josélia Pegorim, as rajadas mais intensas devem variar entre 60 km/h e 85 km/h, mas nas áreas mais altas das serras, as rajadas podem passar os 100 km/h. No sábado, 8 de novembro, as rajadas de vento continuam pelo interior dos estados. Porém, a ventania se intensifica nas áreas litorâneas de toda a região Sul. “A situação é especialmente perigosa no decorrer do sábado, com possibilidade de rajadas de vento pouco acima dos 100 km/h desde o litoral central gaúcho até o litoral do Paraná”.

Na região Sudeste, a preocupação com a ventania é durante o sábado. As áreas com maior risco de sentir a ventania ciclônica são: sul e leste de São Paulo, incluindo Grande São Paulo, litoral paulista, vales do Paraíba e do Ribeira, estado do Rio de Janeiro, incluindo o Grande Rio e região Serrana Fluminense, e o Sul de Minas.

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De acordo com a meteorologista, há uma grande preocupação com os impactos dos ventos nas áreas litorâneas do Sul e do Sudeste. “A ventania terá potencial para causar estragos como danificar estruturas e coberturas de quiosques e outras edificações e embarcações de pequeno e médio porte”, ressalta Josélia.

Áreas do interior de São Paulo, do Centro-Oeste e norte de Minas Gerais e o Espírito Santo também vão sentir rajadas de ventos provocadas pelo ciclone extratropical, mas com menor intensidade do que o esperado para as regiões próximas do litoral. A previsão é de que o ciclone extratropical se desloque durante o sábado relativamente próximo do litoral da região Sudeste. Por isso, o impacto no leste do Sudeste é maior.

Descargas elétricas

Por causa da grande quantidade de cumulonimbus (de grande desenvolvimento vertical) que deve se formar sobre o Sul, no Sudeste e no Centro-Oeste do Brasil, muitas descargas elétricas atmosféricas vão ser observadas nestas regiões. 

“Se durante a tempestade você estiver numa área descampada, fique de cócoras, agachado no chão, com as mãos na cabeça. Nunca fique debaixo de uma árvore, pois elas atraem os raios. O carro é um lugar seguro para ficar durante uma tempestade elétrica, mas evite tocar nas partes metálicas do automóvel”, orienta a profissional Climatempo.

Centro-Oeste

O maior impacto do ciclone extratropical será em Mato Grosso do Sul, porque este estado estará mais próximo do ciclone que se forma no Sul do Brasil e depois se desloca pelo litoral do Sul e do Sudeste. “Rajadas de vento mais intensas poderão chegar aos 85 km/h, por causa dos temporais que devem ocorrer durante a sexta-feira e no sábado. Porém, no decorrer da manhã do sábado, as nuvens carregadas se afastam do oeste e sul do estado”, afirma a consultoria.

Em áreas do sul e do leste de Mato Grosso, em Goiás e no Distrito Federal, o impacto da circulação ciclônica será menor, devido a maior distância do sistema. As rajadas associadas ao ciclone extratropical devem ser sentidas durante o sábado, variando de 40 km/h a 60 km/h, mesmo sem estar chovendo. Porém, rajadas mais fortes poderão ocorrer durante as fortes pancadas de chuva. 

“Os efeitos do ciclone não serão mais sentidos no domingo, mas há risco de rajadas moderadas a fortes durante as pancadas de chuva ainda devem ocorrer neste dia”, destaca o boletim.

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