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Clima

Ciclone deve causar tempestades e ventos acima de 80 km/h nesta semana

Fenômeno começa na sexta-feira, 7, dando origem ao ciclone, trazendo temporal e risco de granizo; veja quais regiões serão atingidas

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Redação Agro Estadão | Atualizada em 05/11/2025, às 10h08

03/11/2025 - 12:44

Fenômeno começa a se organizar entre a Argentina e o Rio Grande do Sul. Foto: Adobe Stock
Fenômeno começa a se organizar entre a Argentina e o Rio Grande do Sul. Foto: Adobe Stock

A formação de um ciclone extratropical no fim da semana deve provocar chuvas intensas, ventanias e granizo em boa parte do Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, segundo análises da Nottus e da Tempo OK. O fenômeno começa a se organizar na madrugada de sexta-feira, 7, entre a Argentina e o Rio Grande do Sul e deve ganhar força ao longo do dia, com rajadas de vento acima dos 80 km/h.

Entre quinta, 6, e sexta, 7, uma área de baixa pressão se forma entre a Argentina e o Rio Grande do Sul e ganha força, dando origem ao ciclone. “Esse sistema vai favorecer a formação de nuvens muito carregadas entre o sul de Mato Grosso do Sul e o Paraná”, explicou Desirée Brandt, meteorologista da Nottus. As tempestades devem atingir primeiro o Rio Grande do Sul, o oeste de Santa Catarina, do Paraná, de São Paulo e o sul de Mato Grosso do Sul.

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O fenômeno avança em direção ao oceano no fim da sexta-feira, 7. “Uma frente fria associada deve provocar chuva forte no norte do Paraná, no interior de São Paulo, no Centro-Oeste (com exceção do norte de Goiás), no Triângulo Mineiro e no oeste de Minas Gerais, principalmente no sábado, 8. Entre sábado e domingo, 9, o sistema alcança o Rio de Janeiro e o Espírito Santo”, informou a porta-voz da Tempo OK, Maria Clara Sassaki.

O vídeo abaixo mostra a evolução da área de baixa pressão que vai dar origem ao ciclone extratropical. As áreas coloridas mostram a quantidade de chuva a cada três horas, no intervalo entre os dias 07 e 09 de novembro. O volume das precipitações pode superar 50mm/3h:

De acordo com Sassaki, a capital paulista e toda a faixa leste do Estado, inclusive o litoral, terão risco de ventania entre a noite de sexta e o sábado, com rajadas de até 80 km/h, o que pode causar queda de árvores e destelhamentos. No Rio de Janeiro, as rajadas podem superar os 80 km/h no fim de semana.

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Segundo Desirée Brandt, meteorologista da Nottus, “é uma chuva bem-vinda, mas perigosa, porque ela é proveniente de sistemas de baixa pressão que favorecem ventania, descargas elétricas e eventualmente queda de granizo”. A meteorologista ressaltou que a instabilidade se espalha pelo país e tende a favorecer o plantio nas principais regiões produtoras.

Segundo a Tempo OK, as tempestades devem atingir o Rio Grande do Sul, o oeste de Santa Catarina, do Paraná, de São Paulo e o sul de Mato Grosso do Sul.

De acordo com a Tempo OK, várias cidades paranaenses atingidas pelos temporais do último fim de semana podem sentir os efeitos do ciclone:

  • São João do Ivaí;
  • Bom sucesso;
  • Jandaia do Sul;
  • Apucarana;
  • Barbosa Ferraz;
  • Quinta do Sol;
  • Campo Mourão;
  • Cianorte;
  • Maringá;
  • Cornélio Procópio (com chance menor);
  • Santo Antônio da platina (com chance menor);
  • Mandaguari;
  • Mandaguaçu;
  • Pitangueiras;
  • Assis Chateaubriand;
  • Formosa do Oeste;
  • Moreira Sales;
  • Nova Aurora;
  • Peabiru;
  • Planalto;
  • Quarto Centenário;
  • Rolândia;
  • Santa Fé;
  • Altônia;
  • Guaíra;
  • Loanda;
  • Palotina;
  • Candói;
  • Paranavaí;
  • Ubiratã;
  • Umuarama;
  • Cascavel.

Chuvas reforçam o plantio, mas exigem cautela de produtores

A primeira semana de novembro marca o retorno da chuva em áreas estratégicas da produção agrícola. Segundo Desirée Brandt, “há uma expectativa de maiores acumulados de chuva e de forma cada vez mais abrangente”. O cenário melhora as condições para o avanço do plantio da safra de verão em regiões do Centro-Oeste e Sudeste, especialmente em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, onde a umidade aumenta gradualmente.

“Vai ser uma chuva que evolui, o que vai favorecer um plantio de forma mais segura sobre essas regiões”, afirmou. No entanto, Tocantins e o sudoeste da Bahia ainda precisam de cautela. “Podem ocorrer os primeiros episódios de chuva, mas depois o tempo volta a ficar firme. É na segunda quinzena de novembro que teremos uma condição mais segura para avançar com o plantio”, disse.

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