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Clima

Veja como será o clima em fevereiro no Brasil

Regiões Norte e Sudeste devem registrar volumes maiores de precipitação, enquanto Sul e Centro-Oeste tendem a enfrentar mês mais seco

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Redação Agro Estadão

30/01/2026 - 14:14

Foto: Adobe Stock
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O mês de fevereiro de 2026 deve ser marcado por contraste climático no Brasil, com chuva acima da média em áreas das regiões Norte e Sudeste e volumes abaixo do normal em grande parte do Sul e do Centro-Oeste. As temperaturas tendem a ficar acima da média em quase todo o País. A previsão é do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com base em modelos climáticos.

Segundo o Inmet, o cenário reforça a irregularidade típica do período, com impactos diretos no dia a dia das cidades e na produção agrícola. Em algumas áreas, o excesso de chuva favorece a umidade do solo; em outras, a combinação de calor e falta de precipitação eleva o risco de estresse hídrico.

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Chuva: excesso no Norte e Sudeste, falta no Sul e Centro-Oeste

Na Região Norte, a previsão aponta totais de chuva até 50 milímetros acima da média no sudeste, oeste e extremo norte do Amazonas, no centro-sul de Roraima, no leste do Tocantins e em grande parte do Pará. Em outras áreas, como sudoeste e nordeste do Amazonas, leste do Acre e norte do Amapá, os volumes devem ficar próximos ou abaixo da média histórica.

No Nordeste, o quadro é dividido. A expectativa é de chuva até 50 milímetros abaixo da média no norte da Bahia, no sul e sudeste do Piauí, no noroeste do Maranhão, no sudoeste de Pernambuco e em áreas do Ceará. O Inmet prevê chuva acima da média no sul do Maranhão, no extremo sul da Bahia, no norte do Piauí, no oeste da Paraíba e no centro-norte de Pernambuco.

A Região Centro-Oeste deve enfrentar um fevereiro mais seco. A previsão indica chuva abaixo da média em grande parte de Goiás e de Mato Grosso, além do sul e do nordeste de Mato Grosso do Sul. O destaque negativo é o nordeste de Mato Grosso, onde os volumes podem ficar até 150 milímetros abaixo da média histórica do mês. No noroeste mato-grossense, a chuva tende a ficar acima do normal.

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No Sudeste, o cenário é mais favorável à precipitação. São esperadas chuvas acima da média em grande parte do Rio de Janeiro, no centro-norte do Espírito Santo, no centro-norte de São Paulo e no sul de Minas Gerais, incluindo a Zona da Mata. Já o Triângulo Mineiro e o norte de Minas devem registrar volumes abaixo da média.

No Sul, a tendência é de predomínio de chuva abaixo da média em praticamente todo o Paraná, no oeste e sul de Santa Catarina e no oeste do Rio Grande do Sul, além da Região Metropolitana de Porto Alegre. Nas demais áreas da região, os volumes devem ficar próximos do padrão climatológico de fevereiro.

Temperatura: calor acima do normal predomina

A previsão do Inmet indica temperaturas acima da média em grande parte do Brasil. Os maiores desvios são esperados nas regiões Norte e Centro-Oeste, onde as médias podem ficar até 1 grau Celsius acima do normal. No Norte, os termômetros devem variar entre 27 °C e 32 °C, especialmente no Amazonas, Pará, Roraima e Acre. No Centro-Oeste, o calor mais intenso deve atingir o centro-norte de Mato Grosso e a região central de Mato Grosso do Sul.

No Nordeste, as temperaturas tendem a ficar levemente acima da média, com desvios de até 0,6 °C em Estados como Maranhão, Piauí e partes do Ceará, Paraíba e Pernambuco. No Sudeste, predominam valores próximos da média, com ligeira elevação no oeste de São Paulo e de Minas Gerais. Já no Sul, a previsão aponta temperaturas dentro do padrão climatológico em quase toda a região, com exceção do centro-norte do Paraná, onde o calor pode ser um pouco mais intenso.

Impactos na agricultura

Fonte: Inmet

O Inmet alerta para efeitos distintos nas lavouras. No Norte, a chuva acima da média tende a favorecer a umidade do solo e o desenvolvimento das culturas de verão. O aumento da temperatura, porém, pode intensificar a evapotranspiração e elevar o risco de estresse térmico, com possibilidade de abortamento floral e prejuízo ao enchimento de grãos em áreas de sequeiro.

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No Nordeste, a combinação de menos chuva e calor acima da média em partes da região pode comprometer culturas de sequeiro, sobretudo nas fases de floração e enchimento de grãos. Em áreas com previsão de chuva acima da média, as condições são mais favoráveis ao desenvolvimento das lavouras.

No Centro-Oeste, a falta de chuva associada ao calor tende a aumentar o risco de estresse hídrico e térmico, com possível impacto negativo na produtividade da primeira safra. No norte de Mato Grosso, onde a chuva deve ser maior, o cenário é mais favorável, embora o excesso possa causar atrasos pontuais na colheita da soja e na semeadura do milho segunda safra.

No Sudeste, as chuvas acima da média em áreas de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo favorecem a reposição da umidade do solo e beneficiam culturas de verão e perenes, como o café. Já no norte de Minas, no Triângulo Mineiro e no oeste paulista, a menor disponibilidade de água pode elevar o risco de estresse hídrico.

No Sul, o mês mais seco tende a reduzir a água disponível no solo, afetando lavouras em enchimento de grãos. Em contrapartida, o tempo menos úmido pode acelerar a maturação e melhorar as condições para a colheita da soja e do milho da primeira safra.

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