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Agropolítica

'Mais rápida possível', diz embaixadora da UE sobre efetivação do acordo com Mercosul

Diplomata vê tratado como “divisor de águas” para os dois blocos, mas reconhece que a judicialização pode atrasar a vigência

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Daumildo Júnior | Brasília | daumildo.junior@estadao.com

23/01/2026 - 05:00

Marian Schuegraf foi recebida pelo senador Nelsinho Trad. Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
Marian Schuegraf foi recebida pelo senador Nelsinho Trad. Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

A embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, disse que a administração do bloco europeu deve seguir com as preparações para a efetivação do acordo comercial com o Mercosul. A afirmação ocorreu depois que o Parlamento Europeu decidiu enviar o acordo ao Tribunal de Justiça da União Europeia, o que pode atrasar a entrada em vigor do compromisso firmado no último dia 17. 

“Como a Europa, como a delegação da União Europeia, vamos continuar a preparar tudo para uma implementação mais rápida possível”, comentou a diplomata a jornalistas nesta quinta-feira. 22. Ela deu a declaração após participar de uma reunião no Senado Federal com o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores, para tratar do assunto. 

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Schuegraf caracterizou o acordo como “ganha-ganha” para ambos lados e um “divisor de águas” nas relações entre os membros dos dois blocos econômicos. Ela também reconheceu que a judicialização pode adiar o início real do tratado. “Não sabemos quanto tempo”, disse, ao se referir ao atraso com o processo judicial. 

No entanto, a embaixadora analisa que uma aprovação pelo Congresso Nacional pode ajudar. “Com grande prazer, escutei hoje que o parlamento brasileiro quer acelerar esse processo [de aprovação] e espero que isso incentive os procedimentos do lado europeu também. E, se unem aqui com os outros países do Mercosul, ainda melhor”, pontuou. 

O senador afirmou que o encontro ocorrido nesta quinta “foi produtivo”. Trad ressaltou que essas ações para ganhar tempo aqui dentro, como a decisão do Parlamento Europeu, fazem parte da dinâmica de um colegiado. Mas não significa uma paralisação total. 

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“Não impede que cada um que está envolvido nesse processo, e que não tenha essa divergência, possa fazer a sua tramitação da forma mais célebre possível, É o que nós vamos buscar”, destacou o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado. 

Em outro ponto de Brasília, quase simultaneamente, o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana, disse que o senador Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, priorizaria o tema na volta das atividades parlamentares

Trad também comentou que recebeu uma sinalização de Alcolumbre sobre dar celeridade no processo, mas sem detalhar como isso será feito, podendo ser, inclusive, com um regime de urgência. Segundo o senador, o presidente da Câmara dos Deputados, deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB), deve se reunir com líderes partidários no final deste mês para abordar o assunto. 

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