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Agropolítica

Em Goiás, produtores que aderiram ao PSA recebem entre R$ 498 e R$ 664 

Governo do estado já desembolsou R$ 4 milhões; área cadastrada pode ser de, no mínimo, dois hectares, e, no máximo, 100 por propriedade

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Redação Agro Estadão*

22/08/2025 - 16:26

Recuperação de nascente degradada rende R$ 664 por hectare - Foto: Adobe Stock
Recuperação de nascente degradada rende R$ 664 por hectare - Foto: Adobe Stock

Em Goiás, 471 produtores rurais aderiram, em 2025, ao Cerrado em Pé, programa estadual de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA). Criada para incentivar a preservação do bioma, a iniciativa assegura remuneração anual de até R$ 664 por hectare ao proprietário que manter áreas nativas ou recuperar nascentes — situadas fora de reservas legais. Ao todo, mais de 15 mil hectares estão protegidos.

Os recursos são financiados pelo Fundo Estadual do Meio Ambiente (Fema). A cada hectare preservado além da exigência legal, o produtor recebe R$ 498. Caso recupere uma nascente degradada, o valor sobe para R$ 664 por hectare. A área cadastrada pode ser de, no mínimo, dois hectares, e, no máximo, 100 por propriedade. Até o momento, de acordo com o governo goiano, o desembolso soma R$ 4 milhões.

CONTEÚDO PATROCINADO

“É um passo muito importante. Estamos mostrando como deve ser feita a proteção ambiental do Cerrado”, afirmou o governador Ronaldo Caiado, em comunicado enviado à imprensa. Para ele, o programa se tornou ação estruturante do governo. “Graças a um esforço conjunto do estado e dos produtores, estamos provando que é possível produzir ao mesmo tempo que cuidamos do meio ambiente.”

O projeto foi lançado em dezembro de 2024. O edital prioriza pequenos agricultores, mulheres e famílias em situação de vulnerabilidade social. Podem participar proprietários com áreas de 2 a 100 hectares passíveis de supressão vegetal, ou seja, que poderiam ser usadas para plantio ou criação de gado. 

Em duas convocações do 1º ciclo anual, divulgadas em maio e agosto deste ano, foram deferidas 471 inscrições de um total de 571. Os selecionados devem manter conservada a vegetação nativa, colaborar no monitoramento, prevenir incêndios e comunicar à Semad eventuais danos. Também devem zelar pelas áreas de Reserva Legal (RL) e de Preservação Permanente (APP), em conformidade com a legislação estadual e federal.

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Os beneficiados vivem em nove municípios do Norte e do Nordeste goiano: Niquelândia, Minaçu, São João d’Aliança, Cavalcante, Monte Alegre de Goiás, Alvorada do Norte, Damianópolis, Mambaí e São Domingos.

Redução do desmatamento

Dados da Rede Mapbiomas mostram que, em 2024, Goiás reduziu em 71,9% a supressão da vegetação nativa em relação ao ano anterior. Os alertas caíram de 3.519, em 2023, para 659, em 2024. A área atingida passou de 69,3 mil hectares para 19,4 mil.

O Cerrado registrou a maior queda absoluta no país, com redução de 41,2% da área desmatada. Na Amazônia, a retração foi de 16,8%; na Caatinga, de 13,4%; no Pantanal, de 58,6%; e no Pampa, de 42,1%. Apenas a Mata Atlântica registrou aumento, de 2%.

*Com informações do Governo de Goiás

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