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Agricultura

Colheita de trigo é finalizada no Rio Grande do Sul

Maior Estado produtor do cereal no Brasil projeta safra de 3,4 milhões de toneladas

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Redação Agro Estadão

12/12/2025 - 10:40

Foto: Adobe Stock
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A colheita de trigo no Rio Grande do Sul, maior estado produtor do cereal, está em finalização, restando apenas 1% da área estimada por colher. Nessa reta final, os trabalhos de campo estão concentrados em altitudes elevadas do Planalto e dos Campos de Cima da Serra, onde o ciclo se alongou, em razão do maior período vegetativo. 

Segundo o informativo conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira, 11, na região de Caxias do Sul a colheita do trigo avançou, em decorrência dos cerca de 20 dias sem precipitações, atingindo 80% da área cultivada. A produtividade média regional está elevada, próxima a 3,8 quilos por hectare. As melhores lavouras, no entanto, alcançaram 6 quilos por hectare. 

A área cultivada com trigo no Estado está estimada em 1,15 milhão de hectares, enquanto a produção deve alcançar 3,4 milhões de toneladas. A produtividade média final ficou em 3,0 quilos por hectare — praticamente alinhada à projeção inicial feita durante a semeadura (2,99 quilos por hectare), mas abaixo da estimativa intermediária divulgada em outubro (3,2 quilos por hectare), quando as lavouras apresentaram melhor potencial.

A queda no rendimento da colheita de trigo está associada principalmente às chuvas registradas na passagem de outubro para novembro. O período coincidiu com o avanço da colheita em várias regiões e resultou em perdas de massa e de qualidade dos grãos. Além disso, a maior incidência de doenças fúngicas — especialmente a giberela — atingiu parte das espigas e reduziu o volume efetivamente colhido.

Disparidade de produtividades

No Estado, houve diferenças significativas nas produtividades do trigo em decorrência das condições climáticas e dos níveis de investimento tecnológico, resultando em faixas distintas de rendimento. As zonas de maior rendimento, situadas acima de 3,5 quilos por hectare, abrangem as regiões administrativas da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, Passo Fundo e Erechim. “As características ambientais locais e o manejo com maior uso de insumos permitiram preservar o potencial produtivo”, aponta o boletim.

Já na faixa intermediária — entre 2,7 e 3,3 quilos por hectare —, estão as de Frederico Westphalen, Ijuí, Lajeado, Pelotas, Santa Maria, Santa Rosa e Soledade, que registraram produtividade satisfatória, “mas maior variabilidade em função da interferência moderada das chuvas e do manejo fitossanitário”. 

Enquanto isso, a faixa de menor produtividade — abaixo de 2,5 quilos por hectare —, inclui as regiões de Bagé e Porto Alegre, sendo a primeira mais afetada pela instabilidade climática, especialmente na Fronteira Oeste e a metropolitana, tradicionalmente por menores investimentos em insumos.

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