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Agricultura

Cigarrinha-do-milho causou prejuízo de US$ 25,8 bilhões entre 2020 e 2024

Estudo indica ainda alta de 19% no custo por aplicação de inseticidas para o controle do inseto neste período

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Redação Agro Estadão

30/01/2026 - 14:37

Cigarrinha-do-milho transmite doenças que reduzem a produtividade, afetando a formação das espigas e a granação. Foto: Epagri/Divulgação
Cigarrinha-do-milho transmite doenças que reduzem a produtividade, afetando a formação das espigas e a granação. Foto: Epagri/Divulgação

Um estudo quantificou o prejuízo dos produtores brasileiros com a cigarrinha-do-milho entre as safras de 2020/2021 a 2023/2024. A estimativa aponta que a perda foi de US$ 25,8 bilhões nesse período. Por safra, em média, o Brasil deixou de produzir 31,8 milhões de toneladas. 

Os dados estão no levantamento feito por uma parceria entre Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri). A base de informação veio do projeto Campo Futuro, que analisa custos de produção em todo o país. A publicação do estudo foi feita na revista científica Crop Protection e atende a uma demanda de mensurar o impacto da praga nos cultivos de milho do Brasil. 

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A pesquisa também indicou outros dados, como o custo médio da aplicação de inseticidas para o controle do inseto. Da safra 2020/2021 para a safra 2023/2024, o custo por aplicação subiu cerca de 19%. A nível de comparação, enquanto na safra de 2020/2021, o valor para o combate à cigarrinha era de US$ 7,8 por hectare, no ciclo 2023/2024, a média foi de US$ 9,2 por hectare.

A cigarrinha é um inseto vetor que transmite microrganismos chamados de molicutes. Esses organismos provocam na planta doenças denominadas de enfezamentos, que pode ser o enfezamento-pálido e o enfezamento-vermelho. Essas doenças interferem principalmente na produtividade do milho afetando, por exemplo, na formação das espigas e na granação. A forma de disseminação é através da cigarrinha, que leva esses molicutes da planta doente para a sadia. 

Nas conclusões, os pesquisadores apontam algumas das possíveis causas do aumento da proliferação da cigarrinha observada nos últimos anos. Um dos principais aspectos levantados é o manejo inadequado e o prolongamento das janelas de plantio, o que provoca um ambiente de “oferta abundante e praticamente contínua de milho ao longo do ano”. 

Por isso, também há indicação do que pode ser feito para melhorar esse controle e monitoramento da cigarrinha:

  • maior empenho na eliminação de plantas voluntárias de milho, também chamadas de daninhas, na entressafra;
  • redução das janelas de plantio;
  • cultivo com materiais genéticos resistentes aos enfezamentos;
  • tratamento de sementes com inseticidas;
  • aplicação de inseticidas, tanto químicos como biológicos, nas fases iniciais do cultivo.

Para isso, os pesquisadores ponderam: “Essa abordagem de manejo precisa ser adotada regionalmente pela maioria dos produtores, o que frequentemente representa um desafio”. 

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