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Agricultura

Ferrugem asiática chega à Bahia e safra 2025/26 já registra 144 ocorrências no país

Segundo o Consórcio Antiferrugem, o Paraná concentra o maior número de registros da doença na safra de soja

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Redação Agro Estadão

30/01/2026 - 09:27

Alta de registros indica circulação de esporos e reforça a necessidade de manejo, alerta pesquisadora da Embrapa. Foto: Adobe Stock
Alta de registros indica circulação de esporos e reforça a necessidade de manejo, alerta pesquisadora da Embrapa. Foto: Adobe Stock

A Bahia registrou o primeiro foco de ferrugem asiática da soja da safra 2025/2026. A confirmação foi feita, nesta semana, no município de Correntina, no oeste do Estado. O alerta fitossanitário foi emitido pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), por meio do Programa Fitossanitário da Soja, em conformidade com a comunicação oficial da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab).

O foco foi identificado após a coleta de amostras foliares de plantas de soja no início da maturação. O material foi analisado pela Fundação BA, em Luís Eduardo Magalhães (BA), que confirmou a presença do fungo.

Casos no Brasil na safra 2025/2026

De acordo com o último boletim do Consórcio Antiferrugem, a safra 2025/2026 soma, até o momento, 144 registros de ferrugem asiática da soja no país. A distribuição dos casos é a seguinte:

  • Paraná: 88 registros
  • Mato Grosso do Sul: 44
  • Rio Grande do Sul: 5
  • São Paulo: 4
  • Santa Catarina: 2
  • Minas Gerais: 1

Na comparação com a safra anterior, o Paraná apresentava 41 ocorrências no início de janeiro, o que indica que o número de registros no Estado praticamente dobrou nesta temporada.  “O aumento no número de relatos não indica perda de controle da doença. É um sinal de que há esporos circulando e de que o produtor precisa utilizar fungicidas com eficiência para o manejo da ferrugem”, destaca a pesquisadora Cláudia Godoy, da Embrapa Soja.

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Evolução das ocorrências de ferrugem asiática na Safra 25/26

Fonte: Consórcio Antiferrugem

Ela explica que o clima mais úmido durante o inverno no Sul do país pode ter favorecido a sobrevivência da soja voluntária — plantas que nascem espontaneamente após a colheita — e, consequentemente, do fungo causador da ferrugem. Outro fator apontado pela pesquisadora é a janela de semeadura. “Estados como o Paraná iniciam o plantio já no dia 1º de setembro, assim como regiões do Paraguai. Quanto mais cedo se semeia, mais cedo a ferrugem começa a aparecer, principalmente quando há proximidade com fontes de inóculo”, afirma Cláudia.

Orientações aos produtores

Diante do avanço da resistência do fungo aos fungicidas, especialistas recomendam o uso de produtos multissítios em associação. Uma estratégia, segundo eles, que reduz o risco de resistência e aumenta a eficiência do controle da ferrugem-asiática.

Também recomenda-se que os produtores intensifiquem o monitoramento nas lavouras e acompanhe os dados atualizados no site do Consórcio Antiferrugem, que sinaliza as regiões onde o fungo foi confirmado, para que possam tomar as medidas preventivas necessárias.

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