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Agricultura

Ministério amplia monitoramento contra praga das palmeiras

Com praga em países vizinhos, Brasil aposta em vigilância para evitar a entrada do o bicudo-vermelho das palmeiras no País 

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Redação Agro Estadão

17/03/2026 - 18:01

Bicudo-vermelho é um besouro altamente destrutivo que ataca diversas espécies de palmeiras, como coqueiro, dendezeiro e plantas ornamentais. Foto: Mapa/Divulgação
Bicudo-vermelho é um besouro altamente destrutivo que ataca diversas espécies de palmeiras, como coqueiro, dendezeiro e plantas ornamentais. Foto: Mapa/Divulgação

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) intensificou as ações de vigilância e prevenção contra o bicudo-vermelho das palmeiras. A ação contra a praga quarentenária que ainda está ausente no Brasil, surge com a presença do bicudo em países vizinhos, como Uruguai e Argentina. A proximidade geográfica elevou o nível de alerta e levou o governo a reforçar o monitoramento em fronteiras e pontos de ingresso, além de ampliar a mobilização de equipes técnicas e a divulgação de orientações ao setor produtivo e à população.

Segundo o Mapa, a estratégia está centrada na prevenção, considerada a “forma mais eficaz e econômica de evitar a entrada e a disseminação da praga no Brasil”. Nesse sentido, o ministério intensificou as recomendações para que produtores, comerciantes e paisagistas adquiram mudas apenas de fornecedores regularizados e com certificação fitossanitária. Além disso, recomenda-se evitar o transporte de plantas de origem desconhecida, especialmente em áreas de fronteira.

O bicudo-vermelho é um besouro altamente destrutivo que ataca diversas espécies de palmeiras, como coqueiro, dendezeiro e plantas ornamentais. As larvas se desenvolvem no interior das plantas, o que dificulta a detecção precoce e torna o controle mais complexo. Em estágios avançados, a infestação pode provocar o colapso da copa e levar à morte da planta.

Diante desse risco, o Mapa também reforçou a divulgação de sinais de alerta, como a presença de furos no tronco com saída de seiva, fibras mastigadas, mau cheiro, além do amarelamento e queda das folhas do meio. Em fases mais avançadas, a copa pode apresentar deformações características. Os impactos potenciais da introdução da praga são considerados elevados, incluindo prejuízos à produção de coco e dendê, perdas no setor ornamental e danos ambientais e paisagísticos, tanto em áreas urbanas quanto rurais.

A atenção é redobrada, pois a praga pode ser confundida com a broca-do-olho-do-coqueiro, já presente no Brasil. Com isso, a confirmação, segundo o ministério, deve ser feita exclusivamente por técnicos oficiais ou pelos órgãos estaduais de defesa sanitária vegetal. Para isso, o governo destaca que tem investido na capacitação de equipes técnicas e na ampliação de ações educativas, com o objetivo de acelerar a identificação de possíveis focos e garantir resposta rápida em caso de detecção.

O Mapa destaca que o enfrentamento depende também da atuação da sociedade. Em caso de suspeita, a orientação é não manipular o material e comunicar imediatamente a Superintendência de Agricultura e Pecuária ou o órgão estadual responsável. As notificações também podem ser enviadas para o e-mail oficial de alerta de pragas: alertapragas@agro.gov.br.

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