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Sustentabilidade

Etanol de primeira e segunda geração: quais as diferenças?

A escolha entre E1G e E2G depende da escala de produção, capacidade de investimento e acesso a tecnologias, com o E2G sendo atrativo para quem possui resíduos agrícolas e o E1G para quem busca um mercado mais estável

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Redação Agro Estadão*

30/01/2025 - 08:00

Foto: Adobe Stock
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O etanol tem se destacado como um pilar fundamental na matriz energética brasileira, consolidando o país como líder global na produção deste biocombustível.

De acordo a UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia) a produção de etanol no Brasil alcançou um recorde histórico em 2023, totalizando 36,83 bilhões de litros, um aumento de 4,4% em relação a 2023. 

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Este volume inclui 7,7 bilhões de litros produzidos a partir do milho, representando um crescimento de 32,8% em comparação ao ano anterior.

Mas, afinal, o que é o Etanol?

O etanol é um álcool produzido a partir da fermentação de açúcares presentes em plantas. No Brasil, a estrela desse show é a cana-de-açúcar, mas o milho também tem ganhado espaço. 

Para você, produtor rural, o etanol representa uma oportunidade de ouro. Ele não é apenas um combustível; é um motor de desenvolvimento econômico para o setor agrícola.

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A importância do etanol vai além do tanque de combustível. Ele é um pilar da bioeconomia, gerando empregos no campo, movimentando a indústria e contribuindo para a redução das emissões de gases de efeito estufa. 

Ao optar pela produção de matérias-primas para etanol, você está não apenas diversificando sua produção, mas também participando ativamente da transição para uma economia mais sustentável.

Etanol de primeira geração

O etanol de primeira geração, ou E1G, é o “clássico” dos biocombustíveis. No Brasil, ele é produzido principalmente a partir da cana-de-açúcar. 

O processo é relativamente simples: a cana é colhida, moída, e seu caldo é fermentado para produzir o etanol. É uma tecnologia madura, com uma cadeia produtiva bem estabelecida.

Vantagens do etanol de primeira geração

O E1G tem vários pontos a seu favor. Primeiramente, a tecnologia de produção é bem conhecida e eficiente. Isso significa menores custos e maior previsibilidade na produção. 

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Além disso, a cadeia produtiva do E1G é uma verdadeira geradora de empregos, desde o campo até as usinas. Para o produtor, isso se traduz em uma demanda constante por matéria-prima e um mercado estável.

Outro ponto forte é a contribuição ambiental. O etanol de primeira geração emite significativamente menos gases de efeito estufa em comparação com os combustíveis fósseis, ajudando o Brasil a cumprir suas metas de redução de emissões.

Desafios do etanol de primeira geração

Contudo, nem tudo são flores no jardim do E1G. Um dos principais desafios é a competição por terras agricultáveis com a produção de alimentos. Isso pode levar a debates sobre segurança alimentar e uso da terra. 

Além disso, a produção de E1G é sazonal, concentrada no período de safra da cana-de-açúcar, o que pode causar flutuações no mercado.

A questão hídrica também merece atenção. A produção de cana-de-açúcar demanda quantidades significativas de água, o que pode ser um problema em regiões com escassez hídrica. 

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Por fim, há a necessidade constante de otimização do uso do solo para manter a produtividade e a sustentabilidade a longo prazo.

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Etanol de segunda geração

Agora, prepare-se para conhecer o novo astro do mundo dos biocombustíveis: o etanol de segunda geração, ou E2G. Este é um verdadeiro exemplo de inovação e sustentabilidade no agronegócio. 

O E2G é produzido a partir de resíduos agrícolas, como o bagaço e a palha da cana-de-açúcar, resíduos de milho, e até mesmo madeira.

O processo de produção do E2G é mais complexo que o do E1G. Ele envolve a quebra da celulose e hemicelulose presentes nesses resíduos em açúcares fermentáveis, que então são convertidos em etanol. 

É uma tecnologia de ponta que está abrindo novas possibilidades para o setor.

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Vantagens do etanol de segunda geração

O E2G é um campeão em sustentabilidade. Ao utilizar resíduos que antes eram subutilizados, ele reduz o desperdício e maximiza o aproveitamento da biomassa. 

Isso significa que é possível produzir mais etanol sem aumentar a área plantada, um verdadeiro alívio para a pressão sobre as terras agricultáveis.

Do ponto de vista ambiental, o E2G é ainda mais verde que seu predecessor. Ele tem uma pegada de carbono até 80% menor que a gasolina, comparado aos 60% do E1G. 

Para você, produtor, isso pode significar acesso a mercados premium e possíveis créditos de carbono.

Além disso, o E2G representa uma fonte adicional de renda. Aqueles resíduos que antes tinham pouco valor agora se tornam uma matéria-prima valiosa. É a economia circular em ação no campo!

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Desafios do etanol de segunda geração

Apesar de promissor, o E2G ainda enfrenta obstáculos. O principal deles é o alto custo de produção, devido à complexidade do processo e à necessidade de tecnologias avançadas. Isso requer investimentos significativos em pesquisa, desenvolvimento e infraestrutura.

A logística também é um desafio. O transporte e armazenamento dos resíduos precisam ser otimizados para manter a viabilidade econômica. Além disso, a tecnologia de produção ainda está em fase de aprimoramento, buscando aumentar a eficiência e reduzir custos.

Qual a melhor escolha?

A escolha entre E1G e E2G não é uma questão de “ou um, ou outro”, mas sim de complementaridade. O E1G continua sendo a espinha dorsal da produção de etanol no Brasil, com uma cadeia produtiva consolidada e eficiente. 

Já o E2G representa o futuro, com seu potencial de aumentar significativamente a produção de etanol sem expandir áreas de cultivo.

Para você, produtor, a decisão depende de vários fatores. Se você já está na cadeia do E1G, continuar investindo nessa tecnologia pode ser o caminho mais seguro a curto prazo. 

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No entanto, começar a se preparar para o E2G pode abrir novas oportunidades de negócio e posicionar sua produção na vanguarda da sustentabilidade.

Considere sua escala de produção, capacidade de investimento e acesso a tecnologias. O E2G pode ser especialmente atrativo se você já possui uma grande quantidade de resíduos agrícolas sem destinação adequada. 

Por outro lado, se sua produção é menor ou você não tem acesso fácil às tecnologias necessárias para o E2G, focar no aprimoramento da produção de E1G pode ser mais vantajoso.

Independentemente da escolha, o importante é estar atento às tendências do mercado e às políticas de incentivo aos biocombustíveis. 

O futuro do etanol no Brasil é promissor, seja ele de primeira ou segunda geração, e você, produtor, tem um papel fundamental nessa revolução verde que está transformando nossa matriz energética.

*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação Agro Estadão

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