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Sustentabilidade

Confundida com mosca, essa abelha ajuda a manter vivo o ciclo das orquídeas

Apesar de solitárias, as abelhas azuis garantem a reprodução de plantas nativas, mas correm risco ao serem confundidas com moscas

Nome Colunistas

Redação Agro Estadão*

11/09/2025 - 07:00

Foto: Adobe Stock
Foto: Adobe Stock

As florestas brasileiras abrigam uma polinizadora nativa fascinante: a abelha-azul ou abelha-das-orquídeas. 

Conhecidas por sua coloração metálica vibrante, que varia do azul ao verde e roxo, essas abelhas desempenham um papel fundamental na manutenção do ciclo de vida das orquídeas e de diversas outras plantas. 

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Apesar de sua importância, elas são frequentemente confundidas com moscas-varejeiras, o que pode levar a equívocos sobre seu valor ecológico. 

Quem são as abelhas azuis e por que são especiais?

A abelha-da-orquídeas, pertencente aos gêneros Euglossa e Eulaema, tem tamanho que supera geralmente o das abelhas comuns e aparência metálica inconfundível. 

Diferentemente das abelhas que produzem mel, essas espécies são solitárias, o que significa que não formam colônias.

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Uma característica única da abelha-azul é o comportamento dos machos. Eles coletam fragrâncias de flores, especialmente de orquídeas, para atrair as fêmeas. Esse hábito peculiar é essencial para a polinização de muitas espécies de plantas. 

Embora possam parecer intimidadoras devido ao seu tamanho e à presença de ferrão, as abelhas-das-orquídeas não são agressivas, o que as torna vizinhas seguras em ambientes naturais e agrícolas.

Onde encontrar a abelha-azul no Brasil

abelha azul
Foto: Adobe Stock

A abelha-azul é nativa do Brasil e está perfeitamente adaptada aos nossos ecossistemas. Ela prefere ambientes com vegetação abundante, como florestas, matas e fragmentos florestais. 

Mesmo em pequenas propriedades rurais, a presença de áreas com vegetação nativa é vital para a sobrevivência dessas abelhas.

A preservação de remanescentes florestais, por menor que sejam, oferece abrigo e recursos alimentares para essas abelhas. 

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O papel vital da abelha-azul na polinização agrícola

A relação entre a abelha-azul e as orquídeas é um exemplo clássico de coevolução na natureza. Essas abelhas são os principais polinizadores de diversas espécies de orquídeas, garantindo a reprodução e diversidade genética dessas plantas.

No entanto, o papel dessas abelhas vai além das orquídeas. Elas são polinizadoras eficientes de uma ampla variedade de plantas nativas e até mesmo de algumas culturas agrícolas. 

Ao visitar diferentes flores em busca de néctar, pólen e fragrâncias, a abelha-azul contribui significativamente para a reprodução de plantas que produzem frutos, sementes e fibras.

A importância da polinização realizada por essas abelhas se estende à produção de alimentos. Muitas culturas agrícolas dependem da polinização por insetos para produzir frutos de qualidade e em quantidade satisfatória. 

Portanto, a presença dessas abelhas em áreas agrícolas pode resultar em benefícios diretos para os produtores rurais.

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Contudo, a distinção entre abelha-azul e a mosca-varejeira é importante para evitar equívocos e proteger esses valiosos polinizadores. As principais características são:

  • Corpo metálico brilhante (azul, verde ou roxo);
  • Duas pares de asas (moscas têm apenas um par);
  • Antenas longas e visíveis (moscas têm antenas curtas);

Como o produtor rural pode proteger a abelha-azul

abelha azul
Foto: Adobe Stock

Os produtores rurais têm um papel fundamental na conservação da abelha-azul e podem se beneficiar de sua presença. 

A manutenção ou restauração de áreas com vegetação nativa, mesmo que pequenas, é essencial. Essas áreas oferecem recursos florais diversificados e locais para nidificação.

O plantio de espécies vegetais nativas que florescem em diferentes épocas do ano é uma estratégia eficaz para atrair e manter essas abelhas. 

Além disso, a preservação de locais com madeira em decomposição ou cavidades naturais proporciona espaços ideais para a nidificação de algumas espécies de Euglossini.

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É fundamental ressaltar os perigos dos agrotóxicos, especialmente inseticidas, para as abelhas. A adoção de práticas de Manejo Integrado de Pragas (MIP) é altamente recomendada. 

O MIP prioriza métodos de controle menos agressivos, reduzindo o impacto sobre os polinizadores e outros insetos benéficos.

A presença das abelhas-das-orquídeas em propriedades rurais é um indicador de saúde ambiental e pode contribuir para uma agricultura mais sustentável e produtiva. 

*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação Agro Estadão

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