PUBLICIDADE

Pecuária

Pastagens rotacionadas: estratégia para produtividade e sustentabilidade

Manejo estratégico transforma áreas degradadas, permitindo maior lotação e melhor qualidade da forragem para os animais

Nome Colunistas

Redação Agro Estadão*

19/11/2025 - 05:00

Foto: Adobe Stock
Foto: Adobe Stock

De acordo com o MapBiomas, as pastagens ocupam cerca de 164 milhões de hectares, equivalentes a 60% da área de agropecuária no Brasil. 

Entretanto, muitos produtores enfrentam desafios constantes para manter a produtividade dessas áreas diante de problemas como degradação do solo, invasão de plantas daninhas e baixa capacidade de suporte animal.

CONTEÚDO PATROCINADO

O manejo de pastagens rotacionadas surge como solução estratégica para transformar esses desafios em oportunidades. A Embrapa aponta que esse sistema aumenta a produtividade da terra comparado ao pastejo contínuo, permitindo recuperação adequada das forrageiras. 

Vantagens do manejo de pastagens rotacionadas

Impacto na produtividade e capacidade de suporte

O manejo rotacionado proporciona recuperação da forragem entre os ciclos de pastejo, resultando em maior produção de massa verde por hectare. 

O sistema permite o uso de maior taxa de lotação comparado ao pastejo contínuo, aumentando a produção de leite por hectare através da rebrotação adequada das forrageiras.

PUBLICIDADE

A melhoria na qualidade da forragem impacta diretamente o desempenho animal. Pesquisas da Embrapa, demonstram ganho de peso de 852 kg/ha/ano, com ganho de peso médio diário de 0,510 quilo por cabeça em sistemas rotacionados. 

Consequentemente, os animais consomem forragem no ponto ideal de desenvolvimento nutricional, maximizando a conversão alimentar.

Sustentabilidade e saúde da pastagem

Manejo de pastagens rotacionadas
Foto: Adobe Stock

O período de descanso permite que as plantas forrageiras reconstituam suas reservas energéticas e desenvolvam sistema radicular robusto. Este processo fortalece a resistência da pastagem a condições adversas como seca e favorece maior absorção de nutrientes do solo.

A ciclagem de nutrientes melhora significativamente através da distribuição uniforme dos dejetos animais. 

Além disso, o pisoteio controlado reduz a compactação excessiva do solo, enquanto o sombreamento natural das forrageiras dificulta o estabelecimento de plantas invasoras.

PUBLICIDADE

O manejo rotacionado contribui para as metas do Plano ABC+ do governo federal, promovendo maior retenção de carbono no solo.

Benefícios econômicos para o produtor

A otimização do uso da terra resulta em maior rentabilidade por hectare. Com a melhora na oferta e qualidade da forragem, reduz-se a necessidade de suplementação alimentar durante períodos favoráveis do ano.

O investimento inicial em infraestrutura se traduz em retorno econômico consistente. Propriedades que implementaram o sistema registram valorização patrimonial devido ao melhor estado de conservação das pastagens e maior capacidade produtiva da terra.

Como implementar o manejo de pastagens rotacionadas

Planejamento e infraestrutura para o manejo de pastagens rotacionadas

O planejamento inicia com análise detalhada da propriedade, considerando topografia, tipo de solo, disponibilidade hídrica e espécies forrageiras existentes. 

A divisão em piquetes deve atender às características específicas de cada área, respeitando curvas de nível e facilitando o manejo dos animais.

PUBLICIDADE

A infraestrutura básica compreende:

  • Cercamento dos piquetes com arame liso ou elétrico;
  • Sistema de abastecimento de água para todos os piquetes;
  • Instalação de cochos para sal mineral em locais estratégicos.

O dimensionamento dos piquetes varia conforme a categoria animal e o sistema produtivo adotado. Propriedades leiteiras trabalham geralmente com piquetes menores para facilitar o manejo diário, enquanto sistemas de cria podem operar com divisões maiores.

Definição de períodos de ocupação e descanso

Os períodos de ocupação e descanso constituem o coração do sistema rotacionado. O tempo de permanência dos animais em cada piquete varia entre 1 e 7 dias, dependendo da pressão de pastejo desejada e das condições da forragem. 

O período de descanso oscila entre 21 e 45 dias durante o período chuvoso, podendo estender-se no período seco.

A altura da forragem serve como indicador principal para entrada e saída dos animais. Forrageiras tropicais como Brachiaria e Panicum devem ser pastejadas quando atingem entre 20-30 centímetros de altura, com saída dos animais ao alcançar 10-15 centímetros. Esta prática garante aproveitamento da forragem no ponto ideal de valor nutricional.

PUBLICIDADE

Monitoramento e ajustes constantes

Manejo de pastagens rotacionadas
Foto: Adobe Stock

O sucesso do sistema depende da observação sistemática da pastagem e do desempenho animal. Indicadores como taxa de crescimento da forragem, presença de plantas invasoras e condição corporal dos animais orientam os ajustes necessários no manejo.

Durante períodos de crescimento acelerado da forragem, pode-se reduzir o tempo de ocupação ou aumentar a carga animal temporariamente. 

Já em épocas de crescimento lento, aumenta-se o período de descanso e reduz-se a pressão de pastejo para preservar as plantas forrageiras.

Desafios no manejo de pastagens rotacionadas

As variações climáticas representam o principal desafio operacional do sistema. Períodos prolongados de seca alteram drasticamente o crescimento das forrageiras, exigindo flexibilidade nos períodos de ocupação e descanso. 

Durante essas fases, torna-se necessário reduzir a carga animal ou fornecer suplementação volumosa.

PUBLICIDADE

A escolha adequada da espécie forrageira influencia diretamente o sucesso do sistema. Gramíneas adaptadas às condições locais de solo e clima respondem melhor ao manejo rotacionado, apresentando maior resistência ao pastejo e capacidade de recuperação.

O investimento inicial em infraestrutura demanda planejamento financeiro cuidadoso. Entretanto, os benefícios econômicos superam os custos quando o sistema é implementado corretamente. 

A capacitação da mão de obra representa outro aspecto fundamental, pois o manejo rotacionado exige conhecimento técnico para observação e tomada de decisões assertivas.

*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação Agro Estadão

Siga o Agro Estadão no WhatsApp, Instagram, Facebook, X, Telegram ou assine nossa Newsletter

PUBLICIDADE

Notícias Relacionadas

Produção de tilápia ganhará as águas de Itaipu; entenda

Pecuária

Produção de tilápia ganhará as águas de Itaipu; entenda

O cultivo no reservatório binacional recebeu autorização do Senado paraguaio; capacidade produtiva é estimada em 400 mil toneladas por ano

Resíduos na carne bovina: como prever riscos no manejo e evitar produtos ilegais

Pecuária

Resíduos na carne bovina: como prever riscos no manejo e evitar produtos ilegais

Sindan alerta que falhas no manejo e o uso de produtos ilegais elevam riscos de resíduos acima do limite e geram prejuízos ao pecuarista

Exportação: troca de bovinos vivos por carne pode gerar valor agregado de até R$ 1,9 bilhão

Pecuária

Exportação: troca de bovinos vivos por carne pode gerar valor agregado de até R$ 1,9 bilhão

Audiência da Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados debateu proibição da exportação de animais vivos para abate

Paraná restringe uso de leite em pó importado

Pecuária

Paraná restringe uso de leite em pó importado

A medida busca fortalecer a cadeia do leite no Estado e impõe novas exigências às indústrias e aos estabelecimentos processadores

PUBLICIDADE

Pecuária

Silagem de bagaço de maçã ajuda a reduzir custos na pecuária e o gado gosta

Pesquisadoras da Epagri testam uso do subproduto como suplemento; trabalho avalia segurança, nutrição e conservação

Pecuária

IBGE: abates de bovinos, suínos e frangos bateram recorde no 3º trimestre

Só de bovinos, total abatido foi de 11,28 milhões de cabeças, aumento de 7,4% em relação ao terceiro trimestre de 2024

Pecuária

Cavalo Crioulo gera R$ 5,36 bilhões ao ano e 160 mil empregos

Estudo da ABCCC e da Esalq reforça expansão da raça impulsionada pelo esporte

Pecuária

Preço do leite pago ao produtor cai pela sétima vez consecutiva

Consultoria vê recuperação da cotação somente a partir do segundo bimestre de 2026, quando a oferta no campo deve reduzir

Logo Agro Estadão
Bom Dia Agro
X
Carregando...

Seu e-mail foi cadastrado!

Agora complete as informações para personalizar sua newsletter e recebê-la também em seu Whatsapp

Sua função
Tipo de cultura

Bem-vindo (a) ao Bom dia, Agro!

Tudo certo. Estamos preparados para oferecer uma experiência ainda mais personalizada e relevante para você.

Mantenha-se conectado!

Fique atento ao seu e-mail e Whatsapp para atualizações. Estamos ansiosos para ser parte do seu dia a dia no campo!

Enviamos um e-mail de boas-vindas para você! Se não o encontrar na sua caixa de entrada, por favor, verifique a pasta de Spam (lixo eletrônico) e marque a mensagem como ‘Não é spam” para garantir que você receberá os próximos e-mails corretamente.