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Pecuária

Leite A2: entenda os benefícios e como incluir em sua produção

Produto obtido de vacas A2A2 promete reduzir desconfortos digestivos e valorizar a produção rural

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Redação Agro Estadão*

18/11/2025 - 05:00

Foto: Adobe Stock
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O leite A2 está no foco de quem procura uma opção mais leve para o dia a dia. Diferente do leite tradicional, ele é obtido de vacas que produzem naturalmente um tipo específico de proteína, associada a uma digestão mais suave.

A principal diferença está justamente nessa proteína, chamada beta-caseína: o leite comum pode ter duas versões dela, enquanto o leite A2 contém apenas uma, o que o torna uma escolha interessante para quem sente desconforto ao consumir o leite convencional.

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Para quem atua no setor agropecuário, vale entender como ocorre a produção desse tipo de leite dentro da propriedade.

O que é o leite A2 e por que ele se destaca?

O leite A2 é diferente do leite tradicional por causa de uma pequena variação na proteína que compõe sua estrutura. Ele contém apenas um tipo dessa proteína, chamada beta-caseína A2, enquanto o leite comum tem duas versões: A1 e A2.

Essa diferença pode parecer mínima, mas está relacionada à forma como o corpo digere o leite. Durante a digestão, a beta-caseína A1 pode liberar uma substância chamada BCM-7, associada a desconfortos como gases e dores abdominais em pessoas mais sensíveis. Já o leite A2 não produz essa substância, o que tende a torná-lo mais leve e fácil de digerir.

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Vale destacar que o leite A2 tem a mesma quantidade de gordura, lactose, vitaminas e minerais do leite convencional — o que muda é apenas o tipo de proteína e, consequentemente, a forma como o organismo reage a ela.

A genética na produção de leite A2

A produção de leite A2 depende integralmente da constituição genética dos bovinos. O gene responsável pela síntese da beta-caseína apresenta três combinações possíveis: A1A1, A1A2 ou A2A2. 

Somente vacas com genótipo A2A2 produzem exclusivamente leite contendo beta-caseína A2.

A identificação do genótipo requer análise de DNA através de amostras de sangue, pelo ou sêmen. Este procedimento permite aos produtores selecionar animais adequados para constituir rebanhos especializados. 

O teste genético apresenta alta precisão, eliminando incertezas sobre a capacidade produtiva dos animais. Para estabelecer um rebanho A2A2, produtores devem implementar estratégias de melhoramento genético sistematizadas:

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  • Seleção de touros reprodutores com genótipo A2A2 comprovado para inseminação artificial;
  • Identificação e substituição gradual de animais portadores dos genótipos A1A1 ou A1A2;
  • Desenvolvimento de plano de melhoramento genético de longo prazo.

A conversão completa do rebanho constitui processo gradual que demanda planejamento estratégico e investimento em genética superior. Além disso, a manutenção de registros genealógicos detalhados facilita o controle da pureza genética ao longo das gerações.

Manejo e protocolos para a produção de leite A2

A produção de leite A2 exige protocolos específicos para garantir a pureza do produto final. 

Segundo a CNA Brasil, o selo “Vacas A2A2” estabelece padrões rigorosos de rastreabilidade e certificação, assegurando que o leite não seja contaminado com leite convencional.

Os protocolos de manejo envolvem segregação completa dos animais A2A2 durante a ordenha. Esta separação pode ser realizada através de ordenha em horários distintos ou utilização de equipamentos dedicados exclusivamente para estes animais. 

Tanques de resfriamento independentes ou procedimentos de limpeza específicos entre ordenhas diferentes grupos também são necessários.

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A certificação por órgãos competentes representa elemento fundamental para credibilizar o produto no mercado. 

O processo envolve auditoria dos protocolos de produção, verificação dos registros genéticos dos animais e monitoramento da cadeia de custódia do leite desde a ordenha até o processamento.

Vale destacar que a produção de leite A2 não substitui as boas práticas tradicionais de manejo. Aspectos como higiene, sanidade animal, nutrição adequada e bem-estar dos bovinos mantêm importância inalterada. 

A especialização complementa estes cuidados fundamentais, agregando valor através da diferenciação genética.

Benefícios do leite A2

leite A2
Foto: Adobe Stock

O leite A2 atende crescente demanda por produtos com características funcionais específicas. Consumidores relatam melhoria na digestibilidade e redução de desconfortos gastrointestinais ao substituir o leite convencional pelo A2. 

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Embora as pesquisas continuem em desenvolvimento, evidências científicas apoiam estes benefícios percebidos.

Para produtores rurais, o leite A2 representa oportunidade de diferenciação no mercado competitivo de lácteos. A especialização permite acesso a segmentos de mercado premium, que valorizam produtos com apelo funcional e de saúde. 

Consequentemente, esta diferenciação pode resultar em melhor remuneração por litro produzido. Pequenas e médias propriedades encontram nesta especialização estratégia viável para agregar valor à produção, compensando escalas menores através de produtos diferenciados.

*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação Agro Estadão

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