Economia
Três casos suspeitos de doença de Newcastle no RS são descartados
Santa Catarina emite nota técnica para produtores de aves do estado e reforça medidas de biosseguridade
Da Redação | Atualizada no dia 22/07/2024 às 12h20
21/07/2024 - 12:50

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que três casos suspeitos de doença de Newcastle foram descartados depois de análise do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP). As amostras são de três propriedades gaúchas localizadas dentro da zona de investigação estabelecida depois que um caso foi confirmado em Anta Gorda (RS).
De acordo com a pasta, a coleta das amostras foi feita na última sexta, 19. No sábado, o ministério recebeu os resultados dando negativo para o vírus causador da doença. As testagens e a área com barreiras sanitárias fazem parte do Plano Nacional de Contingência para doença de Newcastle. Outra medida prevista é a proibição de entradas ou saída de aves de dentro da zona de controle, que se estende por um raio de 10 quilômetros do foco encontrado.
Em nota, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, destacou a celeridade do processo de análise que caracterizou como “em tempo recorde”. Segundo Fávaro, o próprio presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, determinou que as investigações sejam feitas com transparência.
“É um pedido do presidente Lula tratar o caso com total transparência, a fim de tranquilizar a população e os países importadores quanto à segurança do nosso sistema de defesa agropecuária. Tenho certeza que com a agilidade de nossas equipes vamos voltar à normalidade das nossas exportações muito em breve”, completou o chefe da pasta.
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Associação Gaúcha de Avicultura (ASGAV) também se manifestaram contentes com os resultados encontrados e divulgados pelo Mapa. “É uma notícia importante, que confirma se tratar de uma situação isolada”, pontuaram as entidades em nota.
Mapa cria Centro de Operações de Emergência Zoossanitária
Uma portaria do Mapa publicada nesta segunda, 22, instituiu o Centro de Operações de Emergência Zoossanitária (COEZOO). A inciativa tem “a finalidade de colaborar nas ações para enfrentamento de emergência zoossanitária declarada no estado do Rio Grande do Sul”, segundo o texto.
O centro tem membros do ministério e da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul. Ao todo são 13 pessoas que ficaram encarregadas de colocar em prática o Plano de Contingência para Emergências Zoossanitárias, além de delimitar os limites geográficos da área de emergência zoossanitária no estado.
Santa Catarina reforça medidas de biosseguridade
A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR) de Santa Catarina emitiu uma nota técnica reforçando as orientações de biosseguridade que devem ser tomadas nas granjas avícolas do estado. Entre as medidas está a restrição de visitas de pessoas que não fazem parte do manejo do sistema de produção.
O órgão também informou que tem feito análises das movimentações de animais ou de produtos de origem animais oriundos da área do foco. Além disso, os Postos de Fiscalização Agropecuária (PFFs) que estão na fronteira com o Rio Grande do Sul receberam a instrução de fazer desinfecção de veículos que venham da região de Anta Gorda (RS).
Em emergência zoossanitária, Brasil suspendeu as exportações de carne de frango após foco de Newcastle
Na sexta-feira, 19, o Ministério da Agricultura declarou estado de emergência zoossanitária por um período de 90 dias. Além disso, as exportações de carne de aves e derivados foram suspensas de forma preventiva, por 21 dias, no mínimo.
A China é o mercado que mais compra o produto do Brasil, importando cerca de 40 mil toneladas ao mês, segundo a ABPA.
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