Economia
Plantio da safra de inverno segue lento no RS devido ao clima, aponta Emater
Técnicos afirmam que será necessário o replantio de algumas áreas de canola
Redação Agro Estadão
13/06/2025 - 10:54

O plantio da safra de inverno no Rio Grande do Sul segue em ritmo lento, impactado pelo solo úmido, devido à frequência das chuvas. É o que aponta o Informativo Conjuntural divulgado nessa quinta-feira, 12, pela Emater/RS-Ascar.
Segundo o boletim, o trigo apresenta apenas 12% da área semeada, com lavouras em desenvolvimento inicial. Em diversas regiões, o excesso de umidade causou erosão nos solos e atrasos nas operações de dessecação e semeadura. Na região de Santa Rosa, por exemplo, o plantio atinge 17%, contra 57% no mesmo período do ano anterior. “As condições das últimas semanas, em especial a baixa insolação, dificultaram o andamento do plantio”, informou a Emater.
Na cultura da canola, algumas áreas precisaram de replantio devido às chuvas no fim de maio. Em Manoel Viana e Itaqui, produtores relataram perdas e a necessidade de novas semeaduras. Em algumas regiões, já inicia o florescimento. “Na região de Santa Rosa, os cultivos se desenvolvem bem. Foram implantadas 84% das lavouras; desse total, 90% está em desenvolvimento vegetativo e 10% em florescimento”, diz o documento. Ainda de acordo com a Emater, em São Luiz Gonzaga, o cultivo é incentivado por empresas da região “tendo em vista a construção de unidade de beneficiamento com capacidade de 700 t/dia”.
Outras culturas de inverno também enfrentam dificuldades. A aveia branca teve o plantio finalizado em Erechim, mas em outras regiões, como Ijuí, somente 70% da área foi plantada, com lavouras apresentando coloração verde-amarelada pela baixa luminosidade.
A cevada, por sua vez, teve o plantio interrompido em diversas áreas: “em Erechim, produtores aguardam condições mais adequadas do solo. Na região de Ijuí, o percentual de área semeada permanece em 52%”, detalha o boletim.
Culturas de verão
A colheita de soja está praticamente encerrada. Segundo a estatal, “os produtores de alguns municípios estão se mobilizando para a renegociação de dívidas com os agentes financeiros e as cerealistas devido à queda de produtividade da cultura”. A colheita de milho também se aproxima do fim, com exceção de áreas afetadas pelas chuvas. A produtividade foi prejudicada, principalmente na região de Santa Maria, onde as perdas chegam a 40%.
No caso do arroz, a colheita foi encerrada, mas a comercialização sofre com os baixos preços decorrentes da alta oferta no mercado interno e internacional. A Emater/RS-Ascar também alerta para o risco de redução na área cultivada para a próxima safra, uma vez que os preços estão abaixo dos custos de produção.
Na fruticultura, a citricultura apresenta produtividade e qualidade consideradas satisfatórias em algumas regiões, mas há relatos de pragas, como a mosca-branca e a mosca-das-frutas, especialmente em áreas afetadas pelo excesso de umidade.
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