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Economia

Colheita do milho 1ª safra começa no Rio Grande do Sul 

Produtividade está abaixo da projeção inicial, mas superior na comparação com a safra passada

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Redação Agro Estadão | São Paulo

27/12/2024 - 08:15

Foto: Adobe Stock
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Os produtores do noroeste do Rio Grande do Sul começaram a colheita da primeira safra do milho. Segundo boletim da Emater-RS/Ascar, divulgado na quinta-feira, 26, os trabalhos de campo atingem 1% da área semeada. A intensificação da colheita é esperada para os primeiros quinze dias de janeiro, dependendo das condições climáticas.  

Conforme o relatório, a produtividade obtida está pouco abaixo da projeção inicial, mas superior à safra anterior. Para a safra 2024/25, a Emater-RS/Ascar estima o cultivo de 748,5 mil hectares, com produtividade média de 7,1 kg por hectare. 

O índice de lavouras em maturação (última fase de desenvolvimento, quando o grão perde umidade) evoluiu de 12% para 16% em uma semana. O avanço mostra uma evolução em relação à mesma época da safra passada (12%) e da média dos últimos quatro anos (14%). 

Os técnicos observaram ainda um aumento do ataque de lagarta-do-cartucho no noroeste gaúcho, especialmente em lavouras com variedades híbridas mais suscetíveis, levando os produtores a realizar aplicações de inseticidas. Além disso, o nível de infestação de cigarrinha, apesar de estar inferior ao observado na safra anterior, segue em crescimento em algumas regiões, exigindo atenção para os cultivos.

Plantio da soja avança à medida que áreas são liberadas

Em uma semana, a semeadura da soja foi ampliada de 94% para 96% da área prevista. “De maneira geral, o término da operação ocorre de forma mais lenta devido à sequência de semeadura em áreas previamente ocupadas por outras culturas, como milho e tabaco, ou em regiões de integração lavoura-pecuária-floresta, onde a retirada dos bovinos ou a colheita de sementes forrageiras acontecem tardiamente”, destaca o boletim. A expectativa é que a implantação das lavouras deverá ser concluída até a primeira quinzena de janeiro, à medida que as áreas forem sendo liberadas. 

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As lavouras apresentam excelente desenvolvimento, impulsionado pela alta luminosidade e pelos níveis razoáveis de umidade no solo. As plantas em fase vegetativa — 96% da área de cultivo — demonstram emissão expressiva de ramos laterais, indicando vigor satisfatório. 

Plantio de arroz quase concluído 

A semeadura de arroz no principal estado produtor do cereal no Brasil, está quase concluída, restando pequenas extensões a serem implantadas, “interferindo minimamente na safra”.

De acordo com os técnicos da Emater-RS, o plantio foi efetuado em ótimas janelas de plantio, dentro do período preferencial, ao contrário da safra anterior, quando o excesso de chuvas prejudicou o plantio em outubro e novembro.

De maneira geral, as lavouras apresentam excelente estabelecimento, resultado das chuvas regulares e da radiação solar adequada, que têm mantido o desenvolvimento das plantas satisfatório na fase inicial do ciclo. 

As temperaturas mínimas, porém, abaixo da média histórica para dezembro, ainda geram preocupação entre os produtores de arroz, principalmente diante da proximidade do período reprodutivo. “As temperaturas mais baixas podem tanto impactar os processos fisiológicos (diferenciação das panículas) quanto comprometer o número de grãos por espiga, elementos fundamentais para o rendimento final da cultura”, destaca a Emater-RS/Ascar em boletim. O órgão estima produtividade de 8.4 kg por hectare e o Instituto Rio Grandense de Arroz projeta uma área de 948.3 mil hectares cultivados. 

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