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Preço do milho em alta: o que esperar para os próximos meses?

Valor da saca de 60 quilos acumula alta de 16,92% no final de fevereiro e deve continuar elevado até o início da colheita da safrinha

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Sabrina Nascimento | São Paulo | sabrina.nascimento@estadao.com.br

28/02/2025 - 14:46

Foto: Adobe Stock
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O preço do milho segue em trajetória de alta no Brasil. No acumulado de fevereiro, o indicador Cepea/Esalq registra um aumento de 16,92%, com o valor médio da saca de 60 quilos negociado a R$ 87,68, na quinta-feira, 27. A valorização reflete a escalonada dos preços este ano. 

Considerando a média de fevereiro (R$ 80,41), o valor está 7,5% acima do preço médio registrado em janeiro de 2025, que foi de R$ 74,81. Já em comparação com o mesmo mês do ano passado, quando o preço médio foi de R$ 62,62, o crescimento é ainda mais expressivo, alcançando 28,4%.

CONTEÚDO PATROCINADO

Segundo Enio Fernandes, consultor da Terra Agronegócio, o cenário atual revela uma série de fatores, internos e externos, que se arrastam desde 2024. “Plantamos a soja um pouco mais tarde e, consequentemente, tivemos uma área menor semeada de milho. Além disso, o clima não foi favorável. As lavouras passaram por períodos de seca muito forte, sendo a pior estiagem em muito tempo, com temperaturas elevadas. Isso prejudicou a produção de milho segunda safra”, afirma Fernandes, destacando que 78% de toda a produção de milho brasileira é proveniente da segunda safra. 

Apesar da menor produção, a demanda interna pelo milho tem se mostrado robusta. A crescente procura pelo grão nos mercados de proteína animal e etanol tem impulsionado o consumo. “A produção de aves, suínos e bovinos, com bons resultados, fez com que os produtores rurais investissem mais em nutrição. Temos uma demanda crescente internamente, o que, somado à menor produção, contribui para a alta dos preços”, explica Fernandes.

Outro aspecto destacado pelo especialista é a forte performance das exportações, que, mesmo com a produção mais baixa, atingiram quase 39,7 milhões de toneladas de milho. Apesar do recuo de 29% frente ao volume embarcado no ano anterior, foi o quarta melhor resultado da histórica.  

Fernandes lembra que, embora a safra verão, que está sendo colhida no Rio Grande do Sul e no Cerrado, esteja em andamento, ela não é suficiente para suprir toda a demanda até a chegada da segunda safra. “Com estoques de passagem muito pequenos e uma demanda interna crescente, os preços sobem para tentar equilibrar o mercado”.  

Diante do quadro atual, o especialista alerta que os preços devem continuar elevados, com expectativa de declínio somente após o início da colheita da safrinha (entre julho e agosto) ou quando os demandadores decidirem importar milho da Argentina. “No entanto, a colheita Argentina só ocorre em abril”, sinaliza. 

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