PUBLICIDADE

Cotações

Alface tem queda de preço no atacado pelo 3º mês seguido em outubro, diz Conab

Segundo a companhia, oferta elevada e menor demanda pelo alimento explicam queda nas cotações desde agosto

Nome Colunistas

Broadcast Agro

25/11/2025 - 16:04

Maior queda da alface foi registrada em setembro: 16,01%. Foto: Adobe Stock
Maior queda da alface foi registrada em setembro: 16,01%. Foto: Adobe Stock

Os preços da alface registraram queda no atacado das principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do Brasil, na média ponderada, pelo terceiro mês consecutivo, em outubro. Em agosto, o declínio foi de 8,77%, em setembro, a queda foi maior, de 16,01%; e, no mês passado, a redução foi de 7,27% em relação à média de setembro.

Isso é o que mostra o 11º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta terça-feira, 25. “A oferta da folhosa em níveis elevados é um dos fatores que pressionam os preços para baixo. Outro motivo que explica a diminuição das cotações é a menor demanda pelo alimento, como verificado na Central de Curitiba diante do clima mais frio”, disse a Conab no boletim.

CONTEÚDO PATROCINADO

A pesquisa considera as cinco hortaliças (batata, cenoura, cebola, tomate e alface) e as cinco frutas (laranja, banana, mamão, maçã e melancia) com maior representatividade na comercialização nas principais Ceasas do País e que registram maior destaque no cálculo do índice de inflação oficial (IPCA).

Já os preços da cenoura registraram queda nos primeiros 15 dias de novembro. “A redução tende a refletir os maiores envios de Minas Gerais, principal produtor nacional, às principais Ceasas do País”, comentou a estatal. De acordo com o boletim, em outubro as cotações registraram comportamento distinto nas Ceasas. Em Curitiba, por exemplo, a Conab verificou alta de 39,02% na média ponderada. De modo inverso, com porcentuais negativos elevados, apareceram as Ceasas do Rio de Janeiro (-17,01%) e de Rio Branco (-16,56%). No geral, os preços no último mês para a cenoura foram de estabilidade quando comparados com setembro.

Já cebola, batata e tomate ficaram mais caras em outubro. Após um período de queda iniciado em junho, o preço da cebola voltou a subir. Na média ponderada, houve incremento de 12,24% em relação a setembro. O volume ofertado apresentou aumento de 2% ante setembro e não foi capaz de segurar a alta dos preços. “Demanda e qualidade do produto podem ter influenciado no comportamento dos preços”, acrescentou a Conab.

PUBLICIDADE

Para a batata, os preços apresentaram movimento ascendente, mesmo diante do aumento da oferta nas Ceasas. A média ponderada registrou alta de 19,35% em relação a setembro. O avanço ocorreu em todas as unidades, exceto na Ceasa de Santa Catarina, onde houve queda de 4,63%. Entre as demais Ceasas, o aumento de preços variou de 4,42%, em Fortaleza, a 41,66%, em Curitiba.

No caso do tomate, os preços apresentaram uma leve tendência de alta, com crescimento de 3,97% na média ponderada, revertendo um movimento de queda nos preços registrado nos últimos meses. A disponibilidade do alimento nas Ceasas em outubro foi maior que a registrada em setembro, principalmente a partir da segunda quinzena do último mês, o que pode ter amortizado os valores mais altos do início do mês. Essa maior quantidade ofertada do produto tem refletido em cotações mais baixas no início de novembro.

Frutas

Segundo levantamento da Conab, banana e mamão registraram queda de preço na média ponderada em outubro, quando comparados com o valor de comercialização de setembro. Para o mercado da banana, a queda na média ponderada das cotações foi de 4,14%, influenciada pela maior oferta da variedade prata, principalmente pela fruta proveniente do norte mineiro, do meio-oeste baiano, do Vale do Ribeira (SP) e também do Ceará, que ampliou seu fornecimento. Em compensação, a disponibilidade de banana nanica permaneceu, pelo segundo mês consecutivo, em níveis baixos nos principais polos produtores.

No caso do mamão, conforme a Conab, as cotações iniciaram o mês em alta, impulsionadas pela maior demanda pela fruta e oferta reduzida. No entanto, após a segunda quinzena, os preços recuaram em virtude da menor procura pelo produto e pelo aumento da quantidade da fruta encontrada nos mercados analisados, favorecido pela elevação das temperaturas. Com isso, a média ponderada de preços em outubro registrou uma redução de 5,05% em relação a setembro.

Já laranja, maçã e melancia ficaram mais caras em outubro. Os preços da laranja subiram 4,3% na média ponderada. O início de outubro foi marcado pela maior demanda e menor oferta. Já no fim do mês passado, foi verificado aumento da colheita e a queda da procura tradicional para o período.

PUBLICIDADE

O comportamento do mercado de maçã em outubro foi marcado pela oscilação da comercialização, além de pequenas altas de preços em boa parte das Ceasas. Esse movimento está em consonância com a diminuição dos estoques das frutas nas câmaras frias.

Para a melancia, o boletim aponta para uma troca dos principais Estados fornecedores da fruta. A colheita já está finalizada em Tocantins e entra em reta final em Goiás, e há aumento da melancia produzida em São Paulo e na Bahia, que serão as principais regiões a abastecer os mercados nos próximos meses. Com relação à demanda, o mês de outubro foi marcado por oscilações, uma vez que a procura pelo produto tradicionalmente reage negativamente à elevação das chuvas nos principais centros consumidores.

Exportação

A temporada de exportação de frutas frescas registrou boas vendas, até o momento, especialmente para a Europa e Ásia, com volumes e receitas superiores aos dos anos anteriores. De janeiro a outubro deste ano, o volume total exportado foi de 1,07 milhão de toneladas, alta de 31,5% em relação ao mesmo período de 2024. O faturamento somou US$ 1,19 bilhão (FOB), alta de 13,47% frente ao registrado entre janeiro e outubro de 2024, como mostram dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Siga o Agro Estadão no WhatsApp, Instagram, Facebook, X, Telegram ou assine nossa Newsletter

PUBLICIDADE

Notícias Relacionadas

Soja sobe quase 2% em Chicago após China confirmar novas compras dos EUA

Cotações

Soja sobe quase 2% em Chicago após China confirmar novas compras dos EUA

Compras de soja dos EUA por Pequim deram suporte às cotações, mas analistas seguem cautelosos quanto à continuidade do movimento

Quais fatores vão ditar o mercado da soja no primeiro trimestre de 2026?

Cotações

Quais fatores vão ditar o mercado da soja no primeiro trimestre de 2026?

Cotações devem ser influenciadas por supersafra brasileira. avanço do acordo China-EUA e a política de biocombustíveis norte-americana

Algodão: preços caem em 2025, mas Brasil mantém liderança nas exportações

Cotações

Algodão: preços caem em 2025, mas Brasil mantém liderança nas exportações

Cenário estimulou novas programações para o início de 2026 e reforçou a estratégia do mercado a prazo para mitigar riscos 

Arroz: supersafra e baixa demanda levam preço ao menor patamar em quatro anos

Cotações

Arroz: supersafra e baixa demanda levam preço ao menor patamar em quatro anos

Com a maior disponibilidade do grão ao longo do ano, as indústrias tiveram dificuldades para escoar o produto, enquanto o varejo reduziu compras

PUBLICIDADE

Cotações

Farelo de soja recupera perdas e registra níveis de preço vistos em abril

Recomposição de estoques por parte de avicultores e suinocultores e redução na oferta ajudam a explicar cenário, aponta Cepea

Cotações

Portaria autoriza IBGE a contratar para Censo Agro e de população de rua

Para os dois censos, 39.108 trabalhadores temporários serão chamados para atuar; seleção e ingresso serão por processo seletivo simplificado

Cotações

Café: safra do Vietnã e clima no Brasil pressionam cotações

Contratos futuros encerram o dia em forte queda em Nova York e Londres, com mercado físico travado e produtores retraídos

Cotações

Ceticismo nos negócios entre China–EUA limita reação da soja em CBOT

Apesar de novas vendas aos chineses, mercado segue cético quanto ao acordo China–EUA e vê preços acomodados diante da ausência de compras robustas

Logo Agro Estadão
Bom Dia Agro
X
Carregando...

Seu e-mail foi cadastrado!

Agora complete as informações para personalizar sua newsletter e recebê-la também em seu Whatsapp

Sua função
Tipo de cultura

Bem-vindo (a) ao Bom dia, Agro!

Tudo certo. Estamos preparados para oferecer uma experiência ainda mais personalizada e relevante para você.

Mantenha-se conectado!

Fique atento ao seu e-mail e Whatsapp para atualizações. Estamos ansiosos para ser parte do seu dia a dia no campo!

Enviamos um e-mail de boas-vindas para você! Se não o encontrar na sua caixa de entrada, por favor, verifique a pasta de Spam (lixo eletrônico) e marque a mensagem como ‘Não é spam” para garantir que você receberá os próximos e-mails corretamente.