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Cotações

Preços da batata e da cebola caem no atacado em janeiro, aponta Conab

Alface subiu 36,56% com chuvas que afetaram a colheita e reduziram a qualidade; cenoura e tomate também registram alta nos preços

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Broadcast Agro

25/02/2026 - 13:03

Em Santa Catarina, oferta de cebola cresceu 115% em relação a dezembro de 2025. Foto: Seab/Divulgação
Em Santa Catarina, oferta de cebola cresceu 115% em relação a dezembro de 2025. Foto: Seab/Divulgação

O preço da batata e da cebola registrou queda nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do País em janeiro, de acordo com os dados do 2º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta quarta-feira, 25.

A pesquisa da Conab considera as cinco hortaliças (batata, cenoura, cebola, tomate e alface) e as cinco frutas (laranja, banana, mamão, maçã e melancia) com maior representatividade na comercialização nas principais Ceasas do País e que registram maior destaque no cálculo do índice de inflação oficial (IPCA).

CONTEÚDO PATROCINADO

A redução na média ponderada de preços para a batata foi 11,75% no mês passado, explicada pela maior oferta do produto, impulsionada pela safra das águas que contribui para o abastecimento do mercado e para a manutenção das cotações em nível reduzido.

Já no caso da cebola, segundo a estatal, a diminuição de 11,01% nas cotações é incomum para a época e motivada pela oferta proveniente de Santa Catarina, que cresceu 115% em relação a dezembro de 2025.

Em contrapartida, alface, cenoura e tomate tiveram alta nos preços. No caso da folhosa, o aumento alcança 36,56% na média ponderada por causa de chuvas nas regiões produtoras que, ao mesmo tempo, dificultam a colheita, provocam perdas no campo, comprometem a qualidade e reduzem a vida útil da hortaliça. Além disso, o excesso de precipitações restringe novos plantios, influenciando a oferta nas semanas seguintes.

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A cenoura teve nova alta de preços em janeiro. A média ponderada entre as Ceasas apresentou elevação de 8,55%.

Segundo a Conab, A elevação dos preços em relação a dezembro está associada à redução na oferta da raiz, que apresentou queda de 9%. Apesar da alta mensal, os preços ainda permanecem abaixo dos verificados em janeiro de 2025.

A Conab também verificou aumento de 9,46% nos preços médios do tomate, diante da redução das áreas com frutos em ponto de colheita, o que resultou em menor volume comercializado na maioria das Ceasas, pressionando os valores para cima.

Frutas

Das cinco frutas mais comercializadas nos principais mercados atacadistas do País, quatro ficaram mais baratas em janeiro: banana, laranja, mamão e melancia registraram queda na média ponderada quando comparada coma dezembro, como mostra o documento Conab.

A maior redução foi verificada para a melancia, com queda de 29,96% na média ponderada, mesmo diante da menor oferta da fruta em virtude da redução da safra paulista, ao lento crescimento da safra gaúcha, à oferta estagnada no sul da Bahia e à entressafra em Goiás. A variação negativa é influenciada especialmente pela menor demanda registrada, principalmente, na Ceasa do Rio de Janeiro.

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Para o mamão, a Conab verifica uma queda de 11,04% dos preços na média ponderada, diante do aumento da oferta, principalmente da variedade papaia originária do norte capixaba e do formosa produzido no sul baiano.

O mercado da banana registrou queda nas cotações de 8,99% na média ponderada, influenciada especialmente pela maior oferta da variedade nanica. As temperaturas mais altas favoreceram o amadurecimento da fruta e, associadas a chuvas regulares, contribuíram para melhor enchimento e qualidade dos cachos.

Para a laranja, em janeiro, foram apresentadas pequenas variações de preços com preponderância de queda, chegando a uma diminuição de -4,83% na média ponderada, sendo as maiores reduções registradas nos entrepostos de Campinas (-8,74%) e Goiânia (-9,58%) diante da maior oferta local.

Com menor quantidade de maçã nos mercados, as cotações da fruta tiveram alta de 7,75% na média ponderada no mês passado. A queda de oferta registrada nas Ceasas pode ser explicada pela finalização dos estoques mantidos nas câmaras frias catarinenses e gaúchas, pela menor oferta da maçã eva paranaense e pelo fim do pico da safra paulista. O aumento de preços só não foi mais elevado por causa da menor demanda pela fruta.

Exportações

Em janeiro de 2026, o volume total de frutas enviado ao exterior foi de 98,44 milhões de toneladas, queda de 12% em relação a janeiro de 2025. O faturamento foi de U$S 112 milhões (FOB), superior 4,4% em relação ao mesmo mês de 2025, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Mesmo com a queda mensal para melões, limões, uvas e melancias, a temporada começou o ano com boas vendas, principalmente para a Europa e a Ásia, após recordes registrados em 2025, comentou a Conab.

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