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Clima e greve na Argentina pressionam oferta e elevam preços da soja
Sindicatos do principal País exportador global de farelo e óleo de soja protestam contra o avanço da reforma trabalhista do governo Milei
Redação Agro Estadão
12/02/2026 - 13:17

O nível de atenção dos mercados internacionais de grãos foi elevado nesta quinta-feira, 12, com a continuação de greves e protestos na Argentina. As manifestações ocorrem em meio ao avanço da reforma trabalhista do governo do presidente Javier Milei. O texto foi aprovado pelo Senado e encaminhado à Câmara dos Deputados do País.
O temor de que a greve afete tanto plantas industriais quanto terminais portuários, interrompendo embarques no maior exportador mundial de óleo e farelo de soja, causa apreensão. Diante da percepção de risco sobre a oferta, os contratos futuros na Bolsa de Chicago reagiram.
Por volta das 12h, o vencimento de março/26 do farelo de soja avançava 1,40%, a US$ 307,25 por tonelada. O óleo de soja com o mesmo vencimento subia 0,90%, para US$ 57,57 centavos por libra-peso. Já o contrato da soja em grão ainda para março registrava alta de 1,03%, a US$ 11,35 por bushel.
Clima amplia a pressão
O cenário de incerteza é reforçado por fatores climáticos. De acordo com a consultoria Markestrat Group, a onda de calor extrema registrada entre 5 e 11 de fevereiro de 2026 — com temperaturas acima de 40 graus no norte da Argentina e no Paraguai — pode ter provocado uma perda potencial entre 45,5 milhões e 57,7 milhões de toneladas na produção de grãos do Mercosul.
Segundo a consultoria, o volume representa de 30% a 38% da safra total inicialmente esperada para o bloco. “O estresse térmico ocorreu em período crítico para o desenvolvimento das lavouras, o que pode comprometer a produtividade de soja e milho em áreas já afetadas por irregularidade hídrica”, destacam os especialistas.
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