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Cotações

Exportações e demanda aquecidas mantêm viés de alta do complexo soja

Enquanto isso, o mercado de milho segue estável com avanço do plantio e o trigo enfrenta perdas no Sul devido ao excesso de chuva e doença fúngica

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Redação Agro Estadão

17/11/2025 - 13:58

Foto: Adobe Stock
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Sustentado pela forte demanda interna e externa, o mercado de soja apresenta movimento altista. Conforme dados levantados pela Markestrat Group, na última semana, o preço da saca de 60 quilos do grão avançou 0,88%, chegando a R$ 140,08 no mercado doméstico. Segundo os especialistas, o otimismo com exportações e a demanda aquecida por farelo e óleo reforçam um cenário de preços firmes e melhora nas margens de comercialização. 

No segmento de farelo, os vencimentos registraram ganhos entre 11,67% e 13,34% no acumulado mensal, refletindo a demanda sólida da indústria de ração, sobretudo diante da recuperação gradual do consumo de proteína animal no Brasil e no exterior. Na variação semanal, o movimento também é positivo, com avanços de até 1,84% — sinalizando um mercado aquecido e com pouca resistência por parte dos compradores.

CONTEÚDO PATROCINADO

No caso do óleo de soja, entretanto, o comportamento é distinto. Mesmo com uma ligeira recuperação na semana — entre 0,19% e 0,35% nos principais contratos — o mercado permanece pressionado no comparativo mensal, acumulando quedas que chegam a –4,47%. Segundo a consultoria, esse recuo está associado a uma maior oferta global, custos de energia mais baixos e um momento de menor apetite internacional por óleos vegetais no curto prazo. “Ainda assim, a firmeza da soja em grão e o bom desempenho do farelo dão suporte para evitar quedas mais acentuadas, mantendo o óleo em um patamar de estabilidade”, salientam.

Milho

No caso do milho, o mercado segue um viés de estabilidade, com leves altas no físico e pequenas oscilações negativas nos contratos mais curtos. De acordo com a Markestrat, a dinâmica de preços permanece ancorada na boa evolução do plantio da 1ª safra — que segue acima da média dos últimos cinco anos — e nas condições climáticas que, por ora, dão suporte ao avanço das operações no Sul e ao ajuste gradual no Sudeste.

Além disso, a demanda segue relativamente firme, impulsionada pelo setor de etanol de milho, que registra bons resultados e mantém o consumo industrial aquecido. “Apesar disso, a oferta confortável no curto prazo limita movimentos mais expressivos de alta, mantendo o mercado em um patamar de equilíbrio enquanto o foco permanece no desenvolvimento das lavouras e na consolidação do clima nas próximas semanas”, aponta o relatório. 

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Trigo

O avanço da colheita no Sul do País segue pressionando o mercado de trigo. A região tem passado por um período de chuvas intensas, o que intensificou as perdas nas lavouras e elevou o risco de aparecimento de giberela — doença fúngica que provoca danos severos ao cereal. 

De acordo com a consultoria, as ocorrências têm surgido principalmente no Rio Grande do Sul e no Paraná. “Esse cenário reduz o potencial produtivo e reforça um ambiente de menor oferta, ao mesmo tempo em que a rentabilidade do produtor permanece comprometida pelos preços deprimidos”, dizem os especialistas.

Diante do cenário, a consultoria indica que, no curto prazo, a tendência é de um mercado tecnicamente pressionado, porém mais suscetível a repiques pontuais caso os danos da colheita se confirmem acima do esperado.

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