Cotações
Soja cai e milho avança após divulgação de relatório do USDA
Departamento de agricultura dos EUA revisou os estoques e a produção global dos grãos; para o Brasil, manteve as estimativas
Redação Agro Estadão
09/12/2025 - 17:53

Os mercados de grãos tiveram um pregão de ajustes nesta terça-feira, 9, reagindo à divulgação do último relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em 2025. Após a atualização dos dados, enquanto a soja recuou, o milho encontrou suporte nas revisões feitas pelo órgão e encerrou o dia em alta, tanto no Brasil quanto na Bolsa de Chicago (CBOT).
Como efeito, o contrato de janeiro do milho na B3 fechou com leve alta de 0,09%, cotado a R$ 74,57 a saca. Enquanto isso, o vencimento de março/26 avançou 0,51%, para R$ 76,84 a saca. As cotações internas acompanharam o movimento no mercado externo, no qual os contratos equivalentes do cereal na CBOT subiram quase 1%.
No caso da soja, o movimento foi o oposto. O contrato de janeiro na Bolsa de Chicago caiu 0,57%, para US$ 10,87 o bushel, e o de março perdeu 0,66%, negociado a US$ 10,98 o bushel. Entre os derivados, o farelo cedeu 1,60%, e o óleo, 0,31%.
USDA mantém dados dos EUA, mas revisa produção global
O relatório do USDA de dezembro não trouxe alterações relevantes para a safra 2025/2026 de soja, milho e trigo dos Estados Unidos. Porém, houve revisões pontuais nos estoques e na produção global, que acabaram influenciando no humor do mercado.
No caso da soja, o USDA manteve a produção norte-americana em 115,75 milhões de toneladas — abaixo das 119,05 milhões colhidas em 2024/2025. Exportações e estoques finais foram mantidos em 44,50 milhões e 7,89 milhões de toneladas, respectivamente.
Globalmente, a oferta de soja foi levemente ajustada: a projeção para o fim da safra 2025/2026 passou de 121,99 milhões para 122,37 milhões de toneladas. Já a produção mundial recuou de 427,15 milhões para 422,54 milhões de toneladas, em linha com a estimativa já reduzida em novembro.
Para Brasil e Argentina, as projeções seguiram inalteradas: 175,00 milhões de toneladas para os produtores brasileiros na safra 2025/2026, e 48,50 milhões para os argentinos no mesmo ciclo.
Milho
O milho teve reação mais positiva ao relatório. Embora a produção dos EUA tenha sido mantida em 425,53 milhões de toneladas para a safra 2025/2026, o USDA elevou a expectativa de exportações de 78,11 milhões para 81,28 milhões de toneladas. Já os estoques finais foram reduzidos de 54,71 milhões para 51,53 milhões de toneladas
No cenário global, o documento projetou estoques de 279,15 milhões de toneladas ao fim de 2025/2026 — abaixo dos 291,66 milhões previstos anteriormente e também inferiores aos 293,37 milhões da temporada 2024/2025. A produção mundial, porém, foi elevada para 1,283 bilhão de toneladas, ligeiramente inferior à estimativa de novembro (1,286 bilhão).
No caso do Brasil, as projeções do USDA foram mantidas em 131 milhões na safra 2025/2026. Para a Argentina, seguem inalteradas em 53 milhões de toneladas na respectiva temporada.
Trigo
O relatório trouxe poucas novidades para o trigo. A produção dos EUA para 2025/2026 segue estimada em 54,01 milhões de toneladas — praticamente estável em relação à temporada anterior. Os estoques finais também foram mantidos em 24,52 milhões de toneladas.
Os estoques globais de 2025/2026 foram revisados para cima, alcançando 274,87 milhões de toneladas. Já a produção mundial deve atingir 837,81 milhões — aumento considerável frente aos 800,77 milhões de 2024/2025.
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